sábado, 27 de agosto de 2011

Premier League: Chelsea (3) vs Norwich (1) - Notas

Bosingwa
Grande golo no dia seguinte a saber que não tinha sido chamado à selecção. Será que Paulo Bento não conta com ele? Ou não foi chamado por haver dúvidas sobre a sua condição física? Ou será que foi Bosingwa que pediu para não ser convocado (sem tornar esse pedido público como outros jogadores fizeram)? Não sei a resposta, mas sei que daria muito jeito à nossa selecção.

Mata
Quando entrou trouxe criatividade, fluidez e energia. Em estatística: mais passes certos do que alguns companheiros (não tenho estatísticas que o suportem mas arrisco a dizer que terá sido o jogador com maior percentagem de passes certos) e passes certos de alguns companheiros. Além disso, tem um alcance de passe fantástico (pode fazer passe curto, médio e longo com igual qualidade). Joga e faz jogar.

Lukaku
Muito mais móvel que Fernando Torres e, tal como Mata, a ajudar na construção de jogo da equipa, no caso dele servindo de referência (pivôt). Não fosse ter muito menos estatuto que Drogba, Anelka e Torres, podia muito bem ter ganho a titularidade no próximo jogo nos poucos minutos que esteve em campo.

Chelsea
A equipa precisa urgentemente de jogadores criativos. Mata e Lukaku deram dinâmica à equipa, mas também ajudou estarem a jogar contra 10. Mesmo se as transferências de Modric e Álvaro Pereira se concretizarem, penso que o necessário é um jogador de ala. Shaqiri do Basileia, por exemplo, seria uma boa aposta. Hazard (Lille), Reus (Gladbach) e Willian (Shakhtar) são outros nomes interessantes para a equipa londrina.

Supertaça Europeia 2012: Porto (0) vs Barcelona (2) - Notas

Frustração
É o que me ocorre depois do tempo que perdi a escrever os textos e ver que saiu (quase) tudo furado... Dani Alves não subiu tantas vezes, Xavi e Iniesta não deram o ritmo ao jogo que costumam dar, Messi e Villa estiveram muito apagados,... Parecia o primeiro jogo de pré-época para o Barcelona. Ainda assim, graças a uma dádiva de Guarín e à genialidade de Messi conseguiram o primeiro golo. O segundo golo veio numa fase em que o Porto já estava mais desconcentrado e cansado. Sapunaru fica para trás, deixando Fábregas sozinho e Messi teve tempo e espaço para fazer o passe (falhou a pressão).

Nem tudo se perdeu
Tinha falado na paciência que era necessária para conseguir defender esta equipa e da necessidade de fazer pressão ao portador da bola. Aqui, parece-me que o Porto cumpriu em grande parte do tempo, mas falhou muito no final. Resta saber o que faria no caso do Barcelona estar a 100% (fisicamente falando, não necessariamente com Puyol e Piqué disponíveis). Também tinha posto a hipótese de Cristian Rodriguez começar a titular, apesar de pensar que Kléber fosse o preterido em vez de Varela e falei na possibilidade dos 4 médios que foi assumida na segunda parte (Varela entra por Rodriguez e mantém o 4-3-3, mas depois saem Souza e Kléber para entrarem Fernando e Belluschi e há uma troca para 4-4-2 com Guarín a jogar muito perto dos atacantes).

A melhorar
Eu tenho que melhorar a capacidade de análise. Já se tinha notado um ritmo relativamente baixo do Barcelona nos jogos contra o Real Madrid e devia ter tido isso em conta (apesar de contra o Nápoles terem estado bem melhor).
O Porto tem que melhorar a saída de jogo, aumentar os níveis de concentração ao longo dos 90 minutos e, acima de tudo, tomar decisões relativas a alguns jogadores: definição dos objectivos de Kléber para esta época (titular ou suplente) e das situações de alguns jogadores como Fernando, C.Rodriguez e A.Pereira.
O Barcelona tem que aumentar rapidamente o ritmo de jogo. A continuar assim, num dia menos bom de Messi, é "presa fácil".

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Passe de Golo - Guilherme (Braga)

Bem na condução de bola, temporizou e fez um passe espectacular que deixou Lima isolado. Se for bem aproveitado pelo Braga, Guilherme vai render uns bons milhões.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Passe de Golo - Cardozo (Benfica)

Cardozo é assobiado em quase todos os jogos, mas contribui quase sempre com golos ou assistências, mas mais que isso, é uma referência (posicional) para os outros jogadores da equipa. Também de salientar a frieza de Witsel na finalização.

Também queria pôr aqui a grande defesa de Artur, mas não encontrei um vídeo só com essa defesa e achei que não fazia sentido pôr um resumo do jogo.

Supertaça Europeia 2012: Porto vs Barcelona - Antevisão (Parte 2)

Continuo a antevisão com a análise do que deverá ser o jogo do Porto.
 
Aproveitar as dificuldades
A equipa do Barcelona tem poucos pontos fracos e expô-los será uma tarefa difícil para o Porto. Não jogando a habitual dupla de centrais, há que aproveitar um menor entrosamento entre Abidal e Mascherano. Outro dos problemas da equipa é a maneira como protege a subida dos laterais. Adriano é mais atacante que Abidal e isso pode deixar a defesa descompensada em alguns momentos. As bolas paradas também são momentos muito importantes, pois a média de alturas dos jogadores do Barcelona é relativamente baixa.
1. Dupla de centrais - Não é muito forte em conjunto apesar de serem dois grandes jogadores. Na primeira mão da Supertaça Espanhola, o Real conseguiu aproveitar isto (1º golo do Real Madrid - http://www.youtube.com/watch?v=kAW81Xo3V_M) e o Porto deverá fazer o mesmo com combinações à entrada da área..
2. Subida dos laterais - Dani Alves e Adriano jogam muito subidos quando a equipa tem a posse de bola. Apesar de Busquets ajudar na defesa, uma transição rápida para as costas dos laterais, aproveitando a velocidade dos extremos pode criar perigo.
3. Baixa estatura - Sem Piqué torna-se um problema ainda mais evidente. Rolando, Maicon e Otamendi atacam bem a bola nas bolas paradas e deram alguns pontos no último campeonato. Sapunaru e Kléber também podem ser perigosos nestes lances.
 
Contrariar as peças-chave
Um dos factores mais importantes para o Porto conseguir um bom resultado, será minorar o rendimento dos jogadores mais importantes do Barcelona.
1. Messi - Como falso 9 e muita mobilidade, é muito difícil impedir o pequeno génio de fazer das suas. Na segunda mão da Supertaça Espanhola, Mourinho deu mais liberdade de movimentos a R.Carvalho, fazendo uma marcação ao homem (http://www.zonalmarking.net/2011/08/18/mourinho-messi-false-nine/). É perigoso, pois chega Messi bater o seu adversário directo para ficar com muito espaço para fazer o passe, tal como aconteceu no 1º golo da 2ª mão. Se Vítor Pereira optar por esta solução, os laterais terão que jogar muito fechados.
2. Busquets, Xavi e Iniesta - Busquets é o pivot do início de transição defesa-ataque do Barcelona, logo se ele não puder receber a bola, Xavi e Iniesta terão que recuar (ambos, porque é normal um deles descer para dar opção de passe) o que desacelera o processo construtivo. Xavi e Iniesta também terão que ser pressionados com o intuito de diminuir a eficácia dos passes de abertura.
3. Dani Alves - No 2º jogo da Supertaça Espanhola, Cristiano Ronaldo ficou no lado esquerdo do ataque e chegou para impedir que Dani Alves subisse tanto. No entanto, era conhecida a falta de condição física que os jogadores do Barcelona apresentavam nesse jogo. O Porto poderá tentar fazer o mesmo com Hulk, mas se o fizer terá que ter algum jogador no meio-campo capaz de fazer a cobertura devida à zona pela qual Dani Alves ataca. Também é de notar que Dani Alves defende bem quando não ataca tanto. Quando ataca muito, por norma, torna-se um jogador relativamente fácil de bater no 1x1.

Aqui fica a dúvida se a marcação deve ser zonal, ao homem ou mista. A marcação ao homem exige muito dos jogadores fisicamente, pode levar a erros ainda mais graves e não é uma situação treinada habitualmente. A zonal, tem o problema de perder a referência dos jogadores, principalmente com a mobilidade de Messi. A última opção seria uma mescla dos 2, por exemplo: zonal em grande parte do campo, mas um dos centrais com alguma liberdade para seguir Messi. Mas esta também acaba por ter problemas conjugados das 2 anteriores. Assim sendo, o mais provável e mais seguro será optar pela zonal com o médio mais defensivo a fechar o espaço entre-linhas (entre a defesa e os outros 2 médios centro).
 
Contrariar o estilo de jogo
Aqui, há 2 hipóteses: dar a posse ao Barcelona, tal como Mourinho fez com o Inter e apostar no contra-ataque ou "apagar fogo com fogo", isto é, fazer um jogo de posse. O mais interessante seria a segunda opção, mas o Porto ainda não joga ao nível necessário para conseguir fazer isso. Era preciso muito apoio dos laterais e dos médios-centro aos centrais, principalmente para evitar a 1ª fase de pressão do Barcelona (é de duvidar que consigam manter aquela pressão agressiva durante muito tempo e repetidas vezes). Por isso, é bastante provável que o Porto deixe o Barcelona jogar e desça para bem perto da área para evitar ser apanhado em contra-pé com bolas nas costas da defesa.
Ainda há a hipótese de manter uma linha defensiva alta, mas é extremamente arriscado com a qualidade de passe demonstrada pelos jogadores catalães.

Contrariar as jogadas habituais
1. A situação de Messi já foi analisada anteriormente. Resta dizer que terá que ser feita uma decisão entre 4 defesas "fixos" ou 3 "fixos" e 1 "móvel".
2. Se um dos centrais subir, o meio-campo tem que ser reforçado com a descida de um atacante e pressão ao portador (se for o central). É muito importante que a equipa não se desorganize com estes movimentos.
3. Para impedir as tabelinhas para entrada na área, os níveis de concentração dos centrais tem que ser elevada e tem que ser feita pressão ao 2º jogador (o jogador que devolve a bola). Numa dupla Rolando-Otamendi, é previsível que Rolando seja o jogador mais atento a estes movimentos se os mesmos forem feitos numa zona central.
4. Sempre que Villa, Pedro ou mesmo Dani Alves estão abertos (na linha lateral) e Iniesta, Messi ou Xavi têm a bola a probabilidade da bola ser metida entre o central e o lateral é muito alta. A primeira acção dos jogadores do Porto deve ser a de fechar esse espaço, defendendo por dentro. Mais uma vez, a pressão ao portador é muito importante. 

Táctica - Desenho e Jogadores
Ainda não sabemos quem alinhará de início e se Vitor Pereira costuma alterar a equipa dependendo do adversário ou não, mas as possibilidades também não são assim tantas. Primeiro o desenho: o 4-3-3 normal ou um 4-4-2 para reforçar o meio-campo. Depois a dinâmica que quer dar à equipa: com jogadores mais posicionais ou mais móveis, de carácter mais defensivo ou ofensivo.
Partindo do princípio que Hélton, Sapunaru, Fucile, Rolando, Moutinho, Guarín e Hulk têm lugar certo no 11:
1. Em 4-3-3: |Hélton|Sapunaru, Rolando, Otamendi, Fucile|Moutinho, Souza, Guarín|Hulk, Kléber e Varela| - Manteria o 11 habitual nos primeiros jogos da época. Possivelmente Souza jogaria mais perto dos defesas que o normal e Hulk poderia jogar do lado esquerdo para tentar aproveitar algum descuido de Dani Alves.
2. Em 4-3-3: |Hélton|Sapunaru, Rolando, Otamendi, Fucile|Moutinho, Defour, Guarín|Varela, Hulk e C.Rodriguez| - Onze base parecido mas com mais mobilidade tanto na zona central como no ataque. Defour ou Guarín oferecem a possibilidade de sair a jogar com mais qualidade do que Souza e Rodriguez defende melhor a linha que Varela e Hulk. Isto também permitia ao Porto jogar (a espaços) na mesma táctica que o Barcelona com Rodriguez como falso 9 e Hulk e Varela a partirem das alas.
3. Em 4-4-2: |Hélton|Sapunaru, Rolando, Otamendi, Fucile|Belluschi, Moutinho, Defour/Souza, Guarín/Rodriguez|Varela e Hulk| - Pode parecer mais seguro por ter mais gente no meio-campo, mas o Barcelona tem facilidade em bater equipas que jogam em 4-4-2 (8 vitórias em 8 jogos na temporada passada), apesar de não me lembrar de os ver a jogar contra esta formação quando se assemelha a um 4-1-2-1-2 (ao estilo do AC Milan de Pirlo, Gattuso, Seedorf e Rui Costa). Guarín também podia jogar como médio defensivo e Rodriguez como interior esquerdo ou médio mais ofensivo.

Não pus a hipótese de Fernando jogar, mas também não será de descartar. Como trinco é melhor que Souza e tem um raio de acção maior (e um bom jogo seria uma grande montra!). Também não contei com Maicon, pois Otamendi ganha na mobilidade e concentração. O argentino tem que controlar a sua impetuosidade porque defender contra o Barcelona também é um jogo de paciência.

Conclusão
Vítor Pereira tem muito por onde escolher seja em termos de jogadores, de desenho táctico ou de abordagem ao jogo. Será um grande desafio para o novo treinador do Porto e se o vencer será excelente para afastar algumas dúvidas em relação à sua qualidade. E aqui vencer o desafio não signica necessariamente que ganhe o jogo, mas que saiba estar à altura da melhor equipa que muitos de nós viram jogar.
Qaunto aos jogadores, será uma oportunidade fantástica para brilharem e mostrarem-se ainda mais. Os três médios (previsivelmente Souza, Moutinho e Guarín) terão que fazer um grande jogo e vão ser postos à prova continuamente.
A capacidade atlética de Guarín e Hulk e a elevada resistência ("stamina") de Moutinho podem ser peças fulcrais deste jogo. Do outro lado, a ausência de Piqué e Puyol (em princípio) podem ajudar o Porto a conseguir a vitória, mas nem sem os seus dois centrais titulares deixam de ser favoritos seja contra quem for.