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domingo, 17 de novembro de 2019

Liverpool 3 - Man City 1 - 10/11/2019: Algumas notas

Algumas considerações sobre o jogo:

1. Ponto de partida do desenho tático das duas equipas:

Liverpool partia do seu habitual 4-3-3 com Fabinho, Wijnaldum e Henderson no meio-campo; Man City em 4-4-2 com de Bruyne na frente junto a Agüero, meio-campo com Rodrigo e Gündogan no centro.

2. Primeira fase de construção do Man City:

Quadrado no centro com os 2 centrais e dois médios para contornar os 3 avançados do Liverpool, laterais pouco profundos, 4 na frente. Da parte do Liverpool, os 4 da defesa encostavam nos 4 atacantes do Man City, Henderson e Fabinho a pressionar Gündogan e Rodrigo, sobrava Wijnaldum descaído para o lado de Walker e Bernardo Silva. Do lado do City ficava solto Angelino (Lateral Esquerdo) e daí uma grande percentagem dos ataques do City ter sido pelo lado esquerdo (43% esq; 27% meio; 30% dir)

3. Organização Ofensiva do City:

Não difere muito da primeira fase de construção. 2 centrais, 2 médios à frente deles, laterais atrás dos extremos, 2 avançados encostados aos centrais (objetivo era fixar Van Dijk e Lovren?). Curioso que ao contrário do que seria esperado, Rodrigo e Gündogan aproximaram-se sempre muito da área através do corredor lateral, isto é com proximidade aos laterais e extremos maior do que aos dois avançados. Se o objetivo do posicionamento dos dois avançados era fixar os centrais, seria de esperar maior presença dos médios a aparecerem nessas zonas. Por outro lado, talvez se deva a uma tentativa de fechar a saída por Mané e Salah.

Do lado do Liverpool, defesa em 4-4-1-1. 4 defesas, Henderson encosta na direita, Mané baixa na esquerda, Firmino sempre presente (às vezes a fechar a ala ou no meio dos médios) e Salah pronto para atacar a transição entre o meio e a direita.

4. Construção do Liverpool

Man City tentou dificultar a saída do Liverpool com a subida de Rodrigo e Gündogan para apertar Fabinho e Wijnaldum, extremos nos laterais e avançados nos centrais. 4 da defesa a criar superioridade em relação aos 3 avançados do Liverpool. Henderson era o homem livre do Liverpool. Por vezes como médio, outras como extremo, jogando Salah mais por dentro.

Para fugir a esta pressão, além da procura de Henderson, o Liverpool procurava muito trocar o lado da bola com passes longos (DD ou DCD para DE), também a aproveitar pouca largura do City.

5. Geral

City com muita distância entre as várias linhas. Nomeadamente da defesa para o resto da equipa (medo da velocidade?)
Liverpool com dificuldade em jogar pelo centro do campo, mas muito forte nas saídas pelos corredores, sobretudo com Robertson e muito bem a explorar o lado "morto" (lado oposto ao da bola) nos cruzamentos.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

segunda-feira, 31 de março de 2014

Um, dois toques...

O mito, muitas vezes transmitido até por comentadores e analistas, diz que a responsabilidade da decisão da equipa jogar a um ou dois toques é do jogador que tem a posse de bola. No meu entender, está muito longe da realidade. No limite, sim. Sem dúvida, porque quem tem a bola é protagonista do jogo. Mas o princípio não é esse. Para que eu consiga jogar a um, dois toque preciso de jogadores da minha equipa disponíveis para receberem a bola. É um trabalho colectivo muito mais exigente do que o que parece.

E de certeza que não chega a um treinador ordenar os seus jogadores que assim se comportem...



PS: Não quero entrar pela discussão da necessidade de jogar com poucos toques. O objectivo deste texto não é esse. Tal como qualquer outra ideia, tem as suas vantagens e desvantagens.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Guardiola, mete-te com os meninos da tua... qualidade técnica


Guardiola não se metia no meio dos meiinhos do Barcelona. A seu tempo também os meiinhos do Bayern atingirão essa qualidade.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Pep Guardiola e Fernando Trueba - Filosofia, futuro, direção/liderança de pessoas


«Hay un entrenador de voleibol llamado Julio Velasco, un argentino que revolucionou el voleibol en italia... ha ganado absolutamente tudo e un dia que teria interes en conocerlo. Me contou y dije: "Para mi todos sois iguales es la mayor mentira que existe en el deporte". No todos son iguales. Ni todos tienen que ser tratados iguales. Si com lo mesmo respecho, la misma... (...) De encontrar cada uno es lo fascinante de nuestro... Que decirle, que hacerle, que engañarle. Afinal el remedio es seducirle, de levar a tu terreno para conseguir lo mejor de ele. Por ese plan tan maravilloso de pensar de que nosotros estamos por encima de ellos, nos veen que estamos e realmente estamos debajo de ellos porque dependemos de ellos. Y lo que queremos es engañarlos para sacar lo mejor de ellos para conseguir lo que uno pretende hacer.»
Pep Guardiola

PS: Peço desculpa por algum erro na transcrição, mas acho que passa a mensagem.

domingo, 21 de abril de 2013

Gaitán como James: os melhores devem jogar no meio

O meio é o espaço dos criativos. Dos que sabem mais que os outros. Retirar um jogador como Gaitán desses espaços é tirar a oportunidade de quem vê futebol de ver mais lances como o que deu o 2º golo do Benfica. Fantástico!
 
PS: Do outro lado também estava um jogador fenomenal: André Martins. Num ano mau do Sporting ter tão poucos minutos é inexplicável.

Editado, 04-05-2013
«Na minha opinião, os melhores jogadores devem atuar no centro. Percebi que Messi era o melhorzito que tínhamos e muitas vezes não participava tanto no jogo por estar no lado direito»
Pep Guardiola
Obrigado Blessing/Baggio! ;)