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domingo, 20 de junho de 2021

Alemanha contra Portugal

 Falar deste jogo é falar sobretudo da gravíssima falha de preparação, mas também de reação durante o jogo ao problema do 4x5 da linha defensiva portuguesa contra o ataque alemão. Mas para além do assunto já abordado por todos, quero falar sobre o posicionamento de Ginter e a falsa linha de 3.


Da UEFA:

Posições Médias na Primeira Parte. Portugal do lado esquerdo, Alemanha do lado direito

Já por aqui se nota a posição de Ginter (número 4) por fora da linha lateral da área e mais à frente de Rudiger (número 2).

No golo anulado é ele que faz o cruzamento para o remate de Gosens.


Lance antes do primeiro golo alemão. Atrai William, Jota tinha ido a Kimmich.




No primeiro golo alemão, na linha dos médios.



No segundo golo alemão, depois a jogada desenvolve-se pelo lado esquerdo, mas aqui já atraiu Jota e puxou o meio-campo para o lado da bola.


No terceiro golo alemão, depois a jogada desenvolve-se em combinações da direita para o centro e depois com o passe para Gosens. De notar aqui que apesar da troca de Bernardo por Renato, os posicionamentos defensivos de Portugal mantêm-se, e naturalmente a bola volta a entrar em Gosens (que de tão aberto que está não aparece na imagem) completamente sozinho.



No quarto golo alemão, antes da bola entrar em Kimmich que centra para Gosens.


Numa típica linha de 3 centrais, Ginter não teria estes posicionamentos tão abertos e avançados. Uma vez que Portugal defendia com 10 atrás da bola, só sobrando Ronaldo na frente, Rudiger e Hummels encarregavam-se de ficar mais recuados e Ginter subia e encostava na linha para chamar Diogo Jota. Chamando Jota, William era obrigado a aproximar para dar cobertura e fazia encostar toda a equipa a esse lado. Foi mais uma ajuda para Gosens.


sábado, 19 de julho de 2014

Sub-19: Portugal (3) vs Israel (0) - Notas

Fica sobretudo a ideia de que havia 2 jogadores em campo com um nível superior aos restantes: Rony Lopes e Michael Ohana. Rony além da técnica acima da média, tem um bom padrão de decisão. Ohana é preciso ver como reage quando enquadrado num colectivo melhor.

A estrela da equipa israelita: Michael Ohana

No colectivo, Portugal é mais forte. No geral, jogadores com boa qualidade técnica, sobretudo nas bases - passe, recepção e condução.

Rafa participa muito ofensivamente tanto em jogo exterior como interior. Podstawski com processos simples, também pode ser solução interessante como central. Guzzo entre Podstawski e Rony ocupa-se principalmente de assegurar equilíbrios e transições com boa ocupação do espaço. Francisco Ramos entrou bem para o lugar dele. Jogador inteligente, pode até ter mais facilidade no futebol sénior do que no júnior. Quando vejo Ivo Rodrigues, sinto sempre que lhe falta pouco para ser um grande jogador, mas não sei explicar o que é... Talvez mais golo. Em termos morfótipos faz lembrar Cristiano Ronaldo, com trabalho pode seguir esse "protótipo". Gelson começou mal, mas foi melhorando. Ainda assim, pelo que conheço de Nuno Santos, pode ser uma opção mais interessante. Outra seria a entrada de Ramos para o meio-campo com uma alteração do desenho táctico (Rony a "10" e André Silva e Ivo/Nuno abertos na frente). André Silva é um jogador que gosto muito de ver. Faz lembrar Lisandro Lopez: muita movimentação, muita "raça", boa técnica.

Se Rony for opção no Lille, chega facilmente à selecção principal

Acima de tudo, faz falta a estes jogadores tempo de jogo na Primeira Liga ou em outros patamares competitivos similares.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Toulon 2013 - Portugal, Bélgica, França, Coreia do Sul e Brasil

Portugal

A jogar num tradicional 4-3-3, em dinâmica tem várias formas, principalmente o 4-2-3-1. Defensivamente, muitas referências individuais. Pode ser pelo pouco tempo de trabalho ou preferência do treinador. Até ao Mundial Sub-20 (começa a 21 de Junho) isso deve ficar bem esclarecido e treinado.
Ofensivamente, é um alívio ver os melhores jogadores serem os médios, o que obriga a passar a bola por essa zona (ao contrário do que acontece na selecção principal). Tozé é um "10" criativo, excelente tecnicamente e de remate fácil e João Mário é inteligente e fantástico no passe, joga como "8" ou como "6" em duplo pivô. Ricardo Alves jogou como pivô defensivo, mas é essencialmente um médio de transição. Agostinho Cá integrará a equipa nos próximos dias e deverá ser o titular na posição "6". No banco, André Gomes e Tiago Silva são garantia de qualidade no meio-campo

Portugal (vs Bélgica)

Bélgica

Tem imensos talentos jovens de alto valor na alta roda do futebol, mas esta selecção sub-20, apesar de alguns talentos, ainda não tem capacidade de competir com as maiores forças nestes escalões (perdeu 2-1 com o Brasil e 2-0 com Portugal). Malanda é um "6" posicional, já com muita rodagem na 1a Liga Belga (titular indiscutível na surpresa deste ano, Zulte-Waregem), Praet tem pormenores de qualidade como "10" a jogar solto, caindo muitas vezes nas alas. Ferreira-Carrasco vai ter uma época difícil depois de uma época a titular no Mónaco, deverá ser difícil continuar o bom trabalho (27 jogos, 6 golos, 6 assistências). Joga preferencialmente na ala, mas também pode jogar como "10". Bakkali entrou cheio de energia contra Portugal e mostrou pormenores interessantes. Na ala esquerda será difícil entrar, mas o concorrente directo para a ala direita não parece ser de nível muito alto. De notar que Bakkali é de 96 e grande parte dos jogadores deste torneio são de 92 e 93.

Bélgica (vs Portugal)

França

Apresenta-se num 4-3-3 com posições pouco fixas (dinamicamente transforma-se muito). Fisicamente é muito forte, principalmente na velocidade de passada, mas tecnicamente não achei muito interessante. Eysseric é o organizador de jogo e parece o mais desenvolvido tecnica e tacticamente. Coeff impressiona pela qualidade com bola. Central de grande futuro. Gilbert Imbula é parecido com Malanda, trinco físico e posicional, cai muitas vezes no meio dos centrais, avançando os laterais Sidibé e Traoré. Entre Imbula e Eysseric vagueia Mendy. Jogador interessante com futuro indefinido (não deve ficar no Mónaco).

França (vs Coreia do Sul)

Coreia do Sul

Um dos adversários de Portugal no Mundial Sub-20 (com Nigéria e Cuba). Joga em 4-4-2, com um dos avançados com muita liberdade de movimentos. É o número 7, Ryu Seungwoo. Só vi 1 jogo desta equipa, mas pareceu-me o melhor jogador. Bom tecnicamente e inteligente. Além disso, ajuda muito defensivamente (quando a equipa adversária se aproximava da área era normal vê-lo junto do lateral e do extremo ou perto dos 2 médios centro). Acima de tudo, a equipa vale pelo conjunto e pela sua organização. Das equipas que tive oportunidade de ver, é de longe a mais organizada.

Coreia do Sul (vs França)

Brasil

Uma equipa à sua imagem. Técnica, técnica, técnica e pouco mais. Mas a qualidade é tanta que deve chegar para um lugar na Final e até para vencer a competição. Os 2 centrais são bons, especialmente Dória (já elogiado neste blogue, o outro é Wallace). Douglas Santos e Tinga são a imagem de um Brasil à procura de novos Cafús e Roberto Carlos. Não são maus, mas estão longe da qualidade do típico lateral brasileiro. No meio-campo, Matheus Biteco é o pivô defensivo. Corta e passa. Acabou o jogo como lateral direito. À sua frente, um dos jogadores mais interessantes da equipa: João Schmidt. Ao estilo de João Mário, é ele quem organiza o jogo e faz a ligação defesa-ataque. Segue-se Danilo. Começou como segundo avançado, acabou como médio centro. Parece capaz tacticamente, mas era preciso mais tempo para tirar a prova. Na ala direita joga Mamute. Faz lembrar Hulk na potência de corrida, mas parece mais ágil. Depois, Ademilson e Vinicius Araújo. São ambos avançados centro, mas Ademilson acabou por jogar mais encostado na esquerda. Têm muito golo nos pés e certamente grande futuro à sua frente. Por fim, falta falar de Rafinha. A qualidade é indiscutível e só uma chegada tardia à selecção (compromissos com a equipa) o impediu de fazer os primeiros jogos. Seria interessante ver se há alteração no estilo de jogo com a entrada de um jogador.

Brasil (vs Portugal)

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Porque é que as seleções se sujeitam a isto?

Não percebo como Portugal e Argentina aceitam jogar no Gabão e na Arábia Saudita a meio da temporada. Não me convence que 1M€ (pelo menos para Portugal rondou esse valor) pague uma viagem longa, situações desconfortáveis fora do campo (como a cena vivida por Messi), maus relvados, climas totalmente diferentes e, falando de futebol, desafios pouco interessantes. Tudo isto a meio da temporada. E estamos a falar das 2 seleções com maiores motivos de interesse do mundo (Ronaldo e Messi, naturalmente).

Messi na Arábia. E se Ronaldo tivesse ido ao Gabão?

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Euro2012 Sub19: Portugal (3) vs Espanha (3) - Notas



Espanha
Nada que não se saiba. O futebol espanhol está numa fase dourada. É fantástico o trabalho feito nas camadas jovens e isso reflecte-se na enorme quantidade de talento ao dispor de todas as selecções (desde a base até à principal). O estilo de jogo é o que já se conhece. Posse de bola, bolas em profundidade, pressão alta, etc. Deulofeu (Barcelona B), Jesé (Real Madrid B) e Suso (Reservas do Liverpool) são os artistas do ataque e criam imensos problemas aos adversários. Espera-se que sejam aproveitados pelas equipas principais. Ainda uma nota para o lateral esquerdo Alejandro Grimaldo (Barcelona) que conta apenas com 16 anos e é titular (também já fez 1 jogo pela equipa B do Barcelona).

Portugal
Com um estilo de jogo próximo do espanhol, salienta-se a qualidade do meio-campo: Agostinho Cá, João Mário, André Gomes e Tozé (tem sido suplente, mas podia jogar no lugar de André Gomes, não pela qualidade mas pelo estilo de jogo mais apropriado, isto é, combinaria melhor com a dupla Cá-Mário). São todos capazes de fazer passes curtos e passes de 30/40 metros com igual eficácia e nenhum tem medo de ter a bola, sendo bastante capazes de jogar sobre pressão. Continuando as menções individuais, chamou-me à atenção o lateral direito João Cancelo. Faz lembrar um pouco Bosingwa pela facilidade em fazer o corredor todo, mas tem que melhorar ao nível defensivo e na decisão. Também gosto de ver Tiago Ferreira. O central do Porto é o central-tipo que gosto de ver jogar: líder, com raça e com capacidade para sair a jogar. Tem que corrigir algumas lacunas, principalmente na reacção às bolas em profundidade e jogo aéreo, mas tem tudo para ser um central de selecção. Bruma também é bom. Desequilibra, mas devia procurar afunilar o jogo no último terço (tal como toda a equipa). Joga muito próximo da linha lateral e Betinho acaba por ficar muito só. Mais negativo, será talvez Ricardo Esgaio como extremo. Já o vi a jogar como lateral e acho que tem bastante potencial, mas tão avançado no terreno, não me parece que seja a posição ideal para desenvolver todas as suas capacidades. Ivan Cavaleiro tem entrado bem, tanto para extremo como para avançado centro. Poderá ser solução para jogar de início no lugar do jogador do Sporting.

Acima de tudo, é uma melhoria imensa em relação ao futebol apresentado pelos sub20 Mundial do ano passado. Podem não chegar tão longe na competição, mas o sucesso não deve ser medido dessa maneira especialmente nestes escalões.

Jogo
Foi um jogo com um ritmo muito elevado, com as 2 equipas a quererem controlar o jogo. Na selecção espanhola, destacou-se o trio de ataque e na portuguesa o trio do meio-campo. Falhas na defesa deram azo a um jogo com muitos golos, mas ainda assim, muito agradável de se ver.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Euro2012: Portugal vs Espanha - Antevisão

O que esperar de Espanha?
4-3-3 sem alterações. Apenas há dúvida no ataque: entre Silva, Cesc e Torres, jogam 2. Previsivelmente serão Cesc e Silva. Pedro pode ser uma surpresa.

Reacção a Portugal
Tendo em conta os pontos fortes de Portugal que alterações poderá fazer o seleccionador espanhol? Tendo em conta que a equipa é dominante e já joga com um duplo pivô defensivo, é pouco provável que haja alterações. Busquets deverá aproximar-se de Arbeloa para o ajudar com Ronaldo, mais a contenção atenta de Piqué e o mesmo poderá acontecer do outro lado com Alonso, Alba e Ramos para Nani.

O que pode fazer Portugal?
Aqui é que as previsões se tornam mais complicadas. Na minha opinião há 3 hipóteses principais:
  • 4-3-3 habitual: com a possível alteração de Meireles por Custódio e Hugo Almeida no lugar do lesionado Postiga. Neste desenho tático, Varela pode uma opção interessante. Seja a jogar na ala com Ronaldo no meio, no meio para dar mais mobilidade ao ataque ou na ala com Nani como falso 9 (já mais aproximado a um 4-4-2).

  • 3-5-2 "à la Itália": tal como escrevi no final do jogo Espanha-Itália, foi das equipas que melhor conseguiu anular o estilo de jogo espanhol. Um onze inicial possível seria: Patrício, Pepe, Alves, Rolando/Veloso, JP, Coentrão, Veloso/Custódio, Moutinho, Nani/Custódio/Meireles, Ronaldo e Hugo Almeida.

  • 4-4-2: uma das reacções naturais ao estilo de jogo espanhol deveria ser encher o meio-campo, principalmente com jogadores que sejam capazes de sair a jogar após a pressão. Assim, um onze inicial poderia ser: Patrício, JP, Pepe, Alves, Coentrão, Veloso, Custódio, Moutinho, Nani/Meireles, Ronaldo e Hugo Almeida.

Acima de tudo, a reacção deverá passar por dar um pouco do remédio espanhol aos próprios, isto é, pressão nas primeiras fases de construção (Ramos, Arbeloa e Alonso optariam logo por um passe longo) e posse de bola. É muito importante aguentar a posse nos primeiros segundos após a sua recuperação, pois é quando a pressão alta espanhola é mais evidente.

Condição Física
Não sei se durante os 90 minutos se vão notar os efeitos do maior número de dias de descanso da selecção portuguesa. Duvido. Onde a condição física pode ter influência é nos jogadores que fizeram todos os jogos e tanto o 11 português como o espanhol pouco (ou nada) se têm alterado. No nosso caso, Meireles poderá ser subsituído por Custódio (ou Hugo Viana), mas os restantes casos não parecem tão relevantes. Já no caso espanhol, é preciso ter atenção a Xavi e Iniesta. São os jogadores que dão corpo à filosofia de jogo e tiveram um época complicada ao nível de lesões. Até agora, pouco descanso tiveram e isso pode beneficiar Portugal. Cazorla e Pedro poderão ser soluções no decorrer do jogo.

PS: Tinha escrito o texto antes de saber que Hugo Almeida estava confirmado no 11, mas já fiz as alterações. O desenho tático habitual ganha muita força nas hipóteses para amanhã. Ainda assim, será interessante ver a dinâmica da equipa. Quase aposto em Nani a jogar mais interior (aliás, pareceu-me que Paulo Bento tentou isso no início do jogo contra a República Checa quando Meireles jogou mais próximo da ala, Ronaldo mais no meio e Nani até chegou a trocar de lado - para a esquerda. Quando digo interior leia-se mais próximo da linha de Moutinho e Meireles do que de Ronaldo e Hugo Almeida).

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Euro2012: Portugal vs Rep. Checa - Antevisão Estatística

Ponto Prévio
Esta antevisão é simples e naturalmente que lhe podem ser apresentadas muitas falhas, principalmente porque os dados estatísticos baseiam-se somente nos 3 jogos disputados na fase de grupos desta competição. A ideia é abordar as situações ataque-vs-defesa de ambas as equipas.

Portugal
Alinhando em 4-3-3, com o 11 habitual: Patrício (12), Pereira (21), Pepe (3), Alves (2), Coentrão (5), Veloso (4), Moutinho (8), Meireles (16), Nani (17), Ronaldo (7) e Postiga (23). Não sendo conhecida nenhuma lesão, as únicas possíveis alterações serão a saída de Meireles e Postiga. Ainda assim, é pouco provável que aconteçam.

República Checa
Deve manter o 4-2-3-1 com: Cech (1), Selassie (2), Sivok (6), Kadlec (3), Limbersky (8), Hubschman (17), Plasil (13), Jiracek (19), Kolar (10, é o número de Rosicky mas os valores estão corretos para Kolar), Pilar (14) e Baros (15). Rosicky seria o titular no lugar de Kolar, mas não deve estar em condições físicas para o fazer (o próprio treinador da Rep. Checa disse que as probabilidades de Rosicky jogar são muito baixas).

Defesa e Ataque
Os dados que contei para a defesa foram: desarmes, intercepções de bola e remates bloqueados.
Para o ataque, os dados considerados foram: remates, passes perigosos e dribles.
Todos os valores são a média por jogo e o valor total de cada parâmetro (defesa e ataque) é dado pela soma dos valores de cada jogador. Os guarda-redes foram excluídos da análise e os dados dos centrais foram somados para obter um só valor.
Certamente que há muito mais dados que interessem e muita coisa que os dados não dizem, mas como veremos a seguir, não fogem muito ao entendimento geral de como funcionam ambas as equipas.

República Checa - Ataque vs Portugal - Defesa
Portugal à defesa: Nani e a dupla Pepe-Alves sobressaem, Moutinho com liberdade
Nota:  Raios representam proporção dos valores

Como podemos ver, Pepe e Bruno Alves têm funcionado bem como dupla e parecem suficiente para conter Baros que já ultrapassou a sua melhor fase da carreira. João Pereira e Coentrão poderão ter bons duelos nas alas contra Pilar e Jiracek, respectivamente. No meio-campo, a ausência de Rosicky é muito importante para Portugal em situações defensivas, pois é mais perigoso que Kolar, mas revela-se uma má notícia nas situações ofensivas (a seguir). Plasil é dos jogadores mais importantes da equipa e deverá dar bastante trabalho a Meireles. Por outro lado, Hubschman é mais "trinco" e poderá libertar Moutinho para outras tarefas (ajudar Meireles com Plasil, Veloso com Kolar e/ou Coentrão com Ronaldo com Selassie). Ronaldo pouco defende e apesar de Selassie não ter acções muito "importantes", numa das arrancadas conseguiu uma assistência, por isso, deverá haver algum cuidado com o jogador (tal como já referi, Moutinho poderá ajudar nessa acção). Do outro lado, Limbersky ataca bastante, mas Nani também tem cumprido muito bem as tarefas defensivas. O duelo entre Postiga e os centrais não deverá ser muito importante.

Portugal - Ataque vs República Checa - Defesa
Ronaldo e Nani sobressaem, equilíbrio entre laterais portugueses; médios poderão ter liberdade
Começando pelos sectores mais recuados, Pepe e Bruno Alves são mais importantes que Sivok e Kadlec nas movimentações ofensivas das suas equipas, pois a dupla portuguesa faz mais passes perigosos e é mais forte nas bolas paradas ofensivas (remates). Além disso, não deverão ter grande luta por parte de Baros. Nas laterais, mais uma vez há algum equilíbrio com Pilar a não esquecer as tarefas defensivas e Jiracek apesar de apresentar valores mais baixos, é um médio defensivo adaptado, por isso, não deverá ter dificuldades em cumprir essas tarefas. No meio-campo, a análise torna-se mais complicada. Se Rosicky jogar, Veloso terá muita liberdade, mas Kolar já está mais presente no momento defensivo. Meireles tem estado apagado nos momentos ofensivos e pode ser presa fácil para Plasil que não tem feito muito a nível defensivo. Resta saber o que acontecerá no duelo Hubschman-Moutinho. Teoricamente, seria equilibrado e até com vantagem para o checo, mas a presença de Ronaldo na sua zona de acção poderá retirá-lo do meio e dar espaço a Moutinho (e mesmo a Meireles). Tal como já disse, Ronaldo poderá ter que enfrentar 2 jogadores: Selassie e Hubschman. Nada a que não esteja habituado e que pode servir os nossos interesses (pois liberta outros jogadores). Também deverá aproveitar a tendência atacante de Selassie. Do lado direito, Nani tem sido dos jogadores mais importantes na fase atacante e poderá continuar a sê-lo, pois Limbersky não oferece muita resistência (é o lateral com menos acções defensivas). Postiga terá que lutar contra uma boa dupla de centrais, mas como se pode ver por ambas as imagens, nada que se compare à nossa dupla. Kadlec é lateral adaptado e isso pode restringir a dupla (pouca dinâmica).

Quadro-Resumo
Valores obtidos
Conclusão
Na defesa, devemos ter cuidado com Plasil (vs Meireles), as subidas dos laterais Selassie e Limbersky (vs Ronaldo/Moutinho e Nani) e com os extremos Jiracek e Pilar (vs Coentrão e João Pereira).
No ataque, devemos aproveitar a qualidade dos nossos extremos Ronaldo e Nani (vs Selassie/Hubschman e Limbersky), os ataques de Coentrão (vs Jiracek) e a liberdade de Moutinho/Meireles (vs Plasil).

domingo, 17 de junho de 2012

Euro2012: Portugal (2) vs Holanda (1) - Análise

Onzes Iniciais e Desenhos Táticos



Portugal: Patrício (12), João Pereira (21), Pepe (3), Bruno Alves (2), Coentrão (5), Miguel Veloso (4), Moutinho (8), Meireles (16), Nani (17), Ronaldo (7) e Postiga (23)
Nada de novo no desenho tático, nem no onze inicial em relação aos outros jogos. No início, a selecção portuguesa parecia meia adormecida e sem saber o que fazer face ao ataque rival. No entanto, parece ter acordado depois do golo sofrido. Para este acordar, muita importância teve Miguel Veloso. Soube baixar o ritmo de jogo e tentou dar mais posse de bola a Portugal. Por outro lado, os centrais (principalmente Bruno Alves) procuravam os lançamentos longos que não resultavam em nada mais do que oferecer a bola aos adversários. Meireles teve mais um jogo mau, Nani e Coentrão mais um de alto nível. Ronaldo esteve em grande a fazer o que deve fazer: finalizar quando outros criam e criar para outros finalizarem. Ser o elemento criativo e finalizador é demasiado. Moutinho também este muito bem.

Holanda: Stekelenburg (1), Wiel (2), Vlaar (13), Mathijsen (4), Willems (15), De Jong (8), Vaart (23), Robben (11), Sneijder (10), Van Persie (16) e Huntelaar (9)
A selecção "laranja" entrou como jogou na 2a parte do jogo com a Alemanha: 5 elementos só preocupados com ataque, 2 com a defesa e 3 em situação "normal". Obviamente que isto partiu completamente a equipa e tal como não tinha criado muito contra a Alemanha, também não criou contra Portugal. Hoje ainda se notou mais a ineficácia desta tática porque Sneijder fez um jogou muito abaixo do seu nível.

Jogadores "só" de ataque
No futebol moderno, é um conceito que não devia existir. No entanto, Ronaldo e Postiga praticamente só tinham(/executavam) tarefas ofensivas e na selecção holandesa eram 5 os jogadores: Vaart, Sneijder, Robben, RVP e Huntelaar! Ganhou a equipa que tinha menos jogadores deste estilo, isto é, ganhou quem jogou mais como equipa em todos os momentos do jogo.

Paulo Bento
Decidiu manter o onze e aceita-se, apesar de Meireles já ter estado abaixo do seu nível nos outros jogos. Não era um jogo difícil. O talento individual é indiscutível, mas como conjunto os holandeses não são mais fortes que a Dinamarca. Então, acho que uma abordagem de posse de bola teria resultado muito melhor. Com a equipa partida, Portugal facilmente caía em situações ofensivas de 6/7-vs-5 no meio-campo holandês (um pouco como na jogada que deu o 1o golo). Mesmo em contra-ataque, a bola podia ter entrado mais vezes em Nani. Está em boa forma e a oposição (no 1-vs-1) não era de nível muito elevado. Quanto às substituições, não concordo com a entrada de Nélson Oliveira. Naquele momento do jogo, talvez tivesse apostado em Varela para fechar a lateral e dava o meio a Ronaldo. Varela é mais culto a nível defensivo e também é muito perigoso em transições rápidas (apesar de não concordar com esta abordagem, partindo do mesmo princípio do treinador, acho que Varela era melhor opção). Custódio também podia ter entrado mais cedo.

Bert van Marwijk
Não consigo perceber o que tentou fazer... Foi parecido com o que Jorge Jesus fez algumas vezes com o Benfica sem bons resultados (por exemplo, no jogo contra o Rio Ave que o Benfica empatou 2-2 após ter recuperado da desvantagem). Esta ideia de partir a equipa só funciona contra equipas muito mais fracas e com ritmo de jogo muito alto. Neste caso, nem o ritmo era muito elevado, nem o adversário era mais fraco. Mesmo sem criar muitas situações, quase não mexeu na equipa (medo da crítica no caso de tirar um elemento mais ofensivo por um mais defensivo) e quando mexeu foi para desequilibrar ainda mais a equipa (Afellay por Willems), ficando com 4 jogadores defensivos e 6 atacantes.

Conclusão
Jogo teoricamente fácil para a equipa das quinas, mas dificultado por uma má estratégia de jogo. Ainda assim, Portugal construiu muitas jogadas de perigo e o resultado podia ter sido mais volumoso. A Holanda estava muito desequilibrada e nunca conseguiu ser dominante como seria suposto olhando ao onze inicial. Portugal joga agora os quartos-de-final contra a República Checa e a Holanda volta para casa, certamente desapontada. O treinador holandês dificilmente continuará à frente da selecção.

sábado, 9 de junho de 2012

Euro2012: Alemanha (1) vs Portugal (0) - Notas

Portugal
A equipa portuguesa apresentou-se no tradicional 4-3-3 mas com uma dinâmica diferente da habitual. A estratégia passava por defender bem, junto à área e apostar nas transições ofensivas. Só resultou a espaços, o que é pouco para uma equipa com tantos jogadores talentosos. Em evidência estiveram Pepe e Nani. O luso-brasileiro esteve muito bem na defesa, anulando quase sempre Gomez (só o deixou fugir no lance do golo, quando foi "traído" por um desvio). Nani também fez uma boa exibição, mas falta-lhe um bom apoio no lado direito (João Pereira foi uma nulidade). Os movimentos interiores devem ser incentivados seja quando Portugal domina o jogo ou quando joga em contra-ataque. Varela entrou bem e Nélson Oliveira é uma boa aposta para jogos em que se aposta nas transições rápidas.

Destaque individual de Portugal:
Nani

Alemanha
Sem surpresas, entraram em campo em 4-2-3-1 e é provável que tenha sido o pior jogo do conjunto alemão neste Euro. Portugal defendeu bem, mas não foi muito perigoso no contra-ataque. Diga-se que muito por culpa de Hummels que esteve irrepreensível. Pareceu-me que Götze ou Reus e Schurrle podiam ter entrado por Podolski (ou Gomez com Podolski a passar para o centro do ataque) e Müller. No entanto, na altura em que Joachim Low ia mexer na equipa, Gomez marcou e não necessitou dessas alterações. Ainda assim, Bender podia ter entrado mais cedo para ajudar a acabar com o jogo.
É, juntamente com Espanha, a grande candidata ao título.
Destaque individual da Alemanha:
Mats Hummels

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Sub 20 @ Colômbia - Portugal (1) vs Camarões (0) - Notas

Passes Longos
A opção tomada maioritariamente para sair a jogar tanto pelo Guarda-Redes como pelos centrais. Não tendo avançados com grande compleição física (altura e/ou massa), é uma opção que fracassa grande parte das vezes. Era bom que as camadas jovens começassem a alterar alguns destes paradigmas. Sair em posse, principalmente com centrais e médios capazes é a melhor opção.

Meio-campo: Danilo, Pelé, Júlio Alves
Não funcionou a 100%, principalmente na transição defesa-ataque, talvez por serem jogadores de características mais defensivas. Ainda assim, não jogaram mal e era bom que pudessem jogar mais vezes juntos para ganharam algum entendimento.

Trio de ataque: Caetano, Nélson Oliveira, Alex
Contínuas trocas de posição e sempre perigosos, foram os jogadores que mais se destacaram. Caetano e Alex provam que o FC Porto devia apostar mais na formação, pois estes jogadores, se inseridos numa equipa competitiva, tinham um grande potencial. De Nélson Oliveira falo a seguir.

Destaques Individuais
Cédric
Esteve bem na defesa, mas é nas transições ofensivas que se destaca. Faz lembrar um pouco Pereirinha, mas parece ter potencial para mais. Veremos o que o futuro lhe reserva. Esta época vai jogar na Académica onde terá a concorrência de João Dias que chega do Trofense.

Nélson Oliveira
Um dos maiores defeitos que lhe eram apontados era a sua movimentação. Tecnicamente era um grande jogador, mas parecia sempre pouco disponível para o jogo (no sentido táctico e não mental/psicológico). Neste jogo não se viu isso. Não sei se foi um jogo bom ou se melhorou imenso nesse capítulo. De qualquer maneira, foi o expoente máximo do perigo criado pelo trio atacante, obtendo mesmo o golo que deu a vitória. Merece mais oportunidades no Benfica.

Nuno Reis
Mostrou liderança e fez alguns bons cortes. Gostei do que vi, apesar do opositor não ser de elevado nível. Gostava de ver mais, de preferência numa equipa mais competitiva e em Portugal.

Mika
Parece um GR seguro e pouco espalhafatoso. Na minha opinião, tomou uma má opção em sair para o Benfica. Espero que não se torne num eterno suplente.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Mundial 2010: Portugal vs Espanha

Um jogo muito táctico com um vencedor a mostrar mais uma vez porque é uma das melhores selecções do mundo.

Os primeiros minutos foram difíceis para Portugal com a Espanha a entrar muito forte. Porém, assim que começámos a pressionar Piqué, Xabi Alonso, Xavi e Iniesta a selecção espanhola teve muitas dificuldades em sair a jogar no futebol rendilhado próprio da Roja e do Barcelona de Guardiola. Foi a melhor fase da nossa selecção. Espanha não conseguia criar perigo e as arrancadas de Ceontrão apoiadas por Meireles e Tiago permitiam chegar junto à baliza de Casillas com perigo.

A segunda parte começou como acabou a primeira: Portugal concentrada e a enervar a selecção espanhola. Depois, o momento da controvérsia. Hugo Almeida que estava a fazer um grande jogo (pressão nos centrais, principalmente Piqué e a segurar a bola) sai para dar lugar a Danny. Aos poucos nota-se que a defesa começa a falhar (estranhamente diga-se, porque Danny estava a fazer a mesma posição que fez contra o Brasil) e aparece o golo da Espanha. A conjugação de pequenos erros leva a um erro enorme da defesa. Villa faz a diagonal, Ricardo Costa acompanha, mas quando a bola aparece na zona (na posse de Iniesta), Villa afasta-se do centro e procura espaço. Ricardo Costa devia tê-lo seguido. Não o fez. Ficou no meio a pressionar atraído pela bola e pela presença de Xavi. Simão, que estava um pouco mais adiantado ainda tenta recuperar a posição mas é evidentemente tarde. Remate de Villa, Eduardo consegue defender. Á segunda, El Guaje não perdoa. Está feito o golo.

Agora era tempo para Portugal sair para o ataque. Coisa que ainda não tinha feito neste Mundial (excepto no jogo contra a Coreia do Norte). E não o conseguiu fazer... Danny é praticamente inofensivo nas alas, Liedson é inofensivo a jogar em 4-3-3, Ronaldo estava em dia não (e a amuar...), Meireles e Tiago já estavam esgotados com o trabalho defensivo, Coentrão já não tinha a mesma capacidade (/fulgor) para desequilibrar e o resto da equipa não era talhada para o ataque. Para dificultar mais a situação, a Espanha passou a conseguir fazer o tiki-taka, que lhes dava a posse de bola. Por isso, a partir do golo sofrido, o jogo estava praticamente acabado. Só um lance de bola parada ou inspiração individual podia mudar o rumo do jogo.

Resumindo, o maior defeito de Queiroz são as substituições. Se a escolha de Ricardo Costa é explicável (ao estilo do que fez contra o Brasil, o objectivo era defender um extremo que pensa como ponta-de-lança, por isso, joga com um lateral que pensa como central), as substituições são quase inexplicáveis para quem sabe tanto de futebol. Danny não trouxe nada de novo ao jogo e retirou de jogo alguém que estava a ter uma influência positiva e Pedro Mendes seria uma das minhas últimas opções numa altura em que era preciso pressionar mais alto e jogar mais perto da área espanhola. Claramente as minhas opções seriam Deco ou Miguel Veloso/Duda. Meireles e Tiago continuavam a jogar em linha com Deco à frente deles ou Miguel Veloso/Duda para jogar a lateral e subir Coentrão para extremo com Danny perto de Liedson, como um enganche. Obviamente que não contesto a entrada de Liedson. Afinal, era o único ponta-de-lança que restava.

Notas Positivas:
Eduardo - Fantástico! Muito provavelmente o melhor guarda-redes do Mundial.
Fábio Coentrão - mais um grande jogo. imbatível na defesa e perigoso no ataque é o que se procura num bom lateral e foi isso que Coentrão ofereceu ao jogo.
Carvalho e Bruno Alves - Muita segurança deram à equipa com uma exibição quase sem falhas.
Meireles e Tiago - Entendem-se bem nos principais momentos do jogo: ataque, defesa e transições.

Notas Negativas:
Cristiano Ronaldo - Dizia eu no último texto que se começava a afirmar como capitão e jogador de equipa. Parece que me enganei... Atitudes de miúdo mimado não lhe ficam nada bem.
Deco - Mais declarações polémicas. Era desnecessário.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Mundial 2010: Portugal vs Brasil

Portugal está a surpreender defensivamente. Ainda não sofremos nenhum golo e não se pode dizer que o Brasil não tentou. Quando entrou o Pedro Mendes, ficou uma linha de 5 perfeita. Era raro alguém se "desposicionar". Com um meio campo a fechar assim e próximo da linha dos defesas, os jogadores brasileiros não tinham espaço para entrar em diagonais, nem para o passe curto. Assim que saía o primeiro passe da tabelinha (movimento muito procurado principalmente pelos atacantes brasileiros), 2 ou 3 jogadores portugueses já estavam a fazer pressão na bola. Isto obrigou o Brasil a trocar a bola na linha de meio campo, que deixou Dunga à beira de um ataque de nervos.

Quanto ao ataque, pareceu-me que o Queiroz queria jogar como o Uruguai nos 2 últimos jogos: Ronaldo a fazer o trabalho do Forlán (quando não tem posse é PL, quando a equipa tem a bola é "trequartista"/"enganche"), Duda e Danny a fazer o trabalho de Suarez e Cavani, mas como estavam sempre longe de Ronaldo era muito difícil dar-lhe apoio e a equipa ficava muito partida. Na 2a parte alterou um bocado e pareceu-me que o Ronaldo tinha ordens para sair mais pelas alas e não tanto pelo meio. Depois, a troca do Simão pelo Duda só pecou por tardia. Na minha opinião, para atacar melhor é preciso apostar no Hugo Almeida. Deixá-lo jogar fixo no meio, de costas para a baliza, só a receber e tocar para entradas dos extremos e médios.

Notas Positivas:
Cristiano Ronaldo - cada vez mais joga para a equipa e se assume como capitão.
Fábio Coentrão - não se esperava tanto de um jogador que há um ano era um extremo que se perdia em fintas.
Eduardo - muita segurança e zero golos sofridos (não só mas também à conta dele).
Meireles - tal como escrevi no meu último texto, quanto mais próximo da área mais perigoso. hoje esteve um pouco mais longe, mas não deixou de ser uma peça fulcral nas transições.

Notas Negativas:
Ricardo Costa - entendo a titularidade dele para fazer frente às diagonais do Nilmar, mas estranhamente perdeu-se completamente no lugar onde se devia dar melhor, no centro.
Pepe - é notória a falta de ritmo e pode-se questionar se terá sido boa ideia trazê-lo para uma competição tão curta e exigente.
Duda - serve para tapar o buraco a lateral, mas não tem a mesma qualidade de outros extremos.
Danny - jogar a extremo sem o ser, pode levar a resultados menos conseguidos. quando podia sair pelo meio parecia mais perigoso, mas foram tão poucas as oportunidades que o que fica de bom da exibição é somente o trabalho defensivo. é uma nota negativa não tanto para Danny, mas para a insistência em fazer dele o que não é.

Já agora, 4M pelo Eduardo é uma pechincha! É capaz de ser um dos melhores negócios na razão qualidade/preço.