sábado, 19 de julho de 2014

Sub-19: Portugal (3) vs Israel (0) - Notas

Fica sobretudo a ideia de que havia 2 jogadores em campo com um nível superior aos restantes: Rony Lopes e Michael Ohana. Rony além da técnica acima da média, tem um bom padrão de decisão. Ohana é preciso ver como reage quando enquadrado num colectivo melhor.

A estrela da equipa israelita: Michael Ohana

No colectivo, Portugal é mais forte. No geral, jogadores com boa qualidade técnica, sobretudo nas bases - passe, recepção e condução.

Rafa participa muito ofensivamente tanto em jogo exterior como interior. Podstawski com processos simples, também pode ser solução interessante como central. Guzzo entre Podstawski e Rony ocupa-se principalmente de assegurar equilíbrios e transições com boa ocupação do espaço. Francisco Ramos entrou bem para o lugar dele. Jogador inteligente, pode até ter mais facilidade no futebol sénior do que no júnior. Quando vejo Ivo Rodrigues, sinto sempre que lhe falta pouco para ser um grande jogador, mas não sei explicar o que é... Talvez mais golo. Em termos morfótipos faz lembrar Cristiano Ronaldo, com trabalho pode seguir esse "protótipo". Gelson começou mal, mas foi melhorando. Ainda assim, pelo que conheço de Nuno Santos, pode ser uma opção mais interessante. Outra seria a entrada de Ramos para o meio-campo com uma alteração do desenho táctico (Rony a "10" e André Silva e Ivo/Nuno abertos na frente). André Silva é um jogador que gosto muito de ver. Faz lembrar Lisandro Lopez: muita movimentação, muita "raça", boa técnica.

Se Rony for opção no Lille, chega facilmente à selecção principal

Acima de tudo, faz falta a estes jogadores tempo de jogo na Primeira Liga ou em outros patamares competitivos similares.

sábado, 28 de junho de 2014

Gestão de Esforço

A certa altura da primeira parte do Brasil - Chile, diz Luís Freitas Lobo (a citação não é exacta, mas não retira o sentido):
Vidal não pode descer tanto. Tem que ficar mais avançado (mais posicional) se quer gerir a sua condição física.

Não concordo. Acho que a condição física está associada ao ritmo e aos momentos do jogo. Quem tem mais importância sobre a condição física de toda a gente em campo (incluindo o próprio) é o jogador que tem a bola. Logo, Vidal devia procurar ter a bola e controlar o ritmo de jogo de modo a controlar a sua condição física.

Gestão de esforço não é feita através da posição sem bola,
mas da posse de bola e das decisões associadas

Como Xavi e Pirlo que não são "maratonistas".

Ou por oposição como Di Maria e Ramires que usam a bola para correrias, provocando desgaste neles que não os preocupa muito e sobretudo provocando desgaste nos adversários.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Notas do Mundial - México, que luxo!

Certamente não choca ninguém dizer que entre os 4 melhores jogadores mexicanos da actualidade estão: Chicharito, Gio dos Santos, Carlos Vela e Marco Fabián.

Mas devia chocar muita gente só um deles ser titular no Mundial... Incompreensível!

Estranhamente suplente...

domingo, 15 de junho de 2014

Joel Campbell - Há 3 anos...

Escrito há 3 anos num outro espaço:

http://treinadorfutebol.pt/joelcampbell/

Estranho será se Wenger continuar a não apostar no grande jogador que tem em mãos.


quinta-feira, 12 de junho de 2014

Notas do Mundial - Brasil (3) vs Croácia (1)

Porque grande parte do que penso já foi dito no posse de bola (com ênfase para a colocação de Óscar na ala, diga-se), vou olhar só a alguns pormenores do golo sofrido pelo Brasil.

Princípios colectivos errados...

1. Dani Alves desenquadrado da equipa. Pressão é um movimento colectivo e não individual.

2. Mesmo acontecendo o erro táctico individual, a equipa devia ter equilibrado e compensado a ausência do lateral, principalmente quando a condução da bola é feita pela zona onde é normal ele estar presente. Com 2 trincos, é difícil entender este desequilíbrio...

3. Marcelo não erra tecnicamente. O erro começa muito antes e nem é tanto dele. São os princípios colectivos de marcação, no caso HxH, que provocam o erro. Se Marcelo estivesse em linha com os centrais e menos preocupado com o homem, teria atacado o cruzamento virado para a baliza adversária e não para a sua. Até podia cometer algum erro técnico e deixar a bola numa zona perigosa, mas nunca marcaria na própria.