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domingo, 18 de outubro de 2020

Influência do erro individual na organização coletiva

 Partindo do jogo Man City vs Arsenal de 17/10/2020, segue o lance do primeiro golo do City

1. Começando pelo posicionamento das equipas:

Man City em organização ofensiva: 4-4-2/3-1-4-2: Ederson; Walker DD, Rodri entre MD e DC, Rúben Dias DC, Aké DE, Cancelo e Bernardo como "8", Mahrez e Foden nas alas, Sterling e Aguero na frente.

Man City em organização defensiva 4-4-2: Cancelo baixa para lateral, Rodri a par de Bernardo, Walker como central.

Arsenal em organização ofensiva 4-3-3/4-4-2: Leno, Bellerin DD, Tierney DE, Gabriel e David Luiz DC, Ceballos MD, Xhaka MCD, Saka entre MCE e EXE, Pepe EXD, Aubameyang entre EXE e PL, William mais solto na frente entre 10 e PL

Arsenal em organização defensiva 5-2-3: Tierney recua para 3º central, Saka fecha a ala, Ceballos e Xhaka no meio.


2. Sobre o lance do golo: Xhaka sai no Rodri, Ceballos fica como pivô, centrais do Arsenal tinham indicação para seguir movimentos de apoio de Sterling e Aguero, por isso, Gabriel seguiu Aguero. Rúben Dias descobre Mahrez na ala, ultrapassando logo os 3 da frente e os 3 do meio-campo (Gabriel em vez de Ceballos).

Imagem 1
Imagem 2

Arsenal repõe a linha defensiva com Ceballos, mas muita distância entre linhas. E atente-se a Xhaka na Imagem 1 e Imagem 2. Dias sem pressão, vai fazer o passe para uma zona nas costas dele e a orientação corporal e dos apoios ainda é em relação a Rodri.
Imagem 3

Na imagem 3 dá para ver a distância entre linhas e também a distância de Xhaka à zona de ação do jogo.

Imagem 4

Ceballos vai saltar no Aguero e falha a interceção, deixando o argentino em 3x3 com Foden à esquerda e Sterling à direita, Gabriel, David Luiz e Bellerin à frente dele. Aguero progride, fixa o David Luiz e quando Bellerin fecha para dar cobertura a David Luiz, Aguero passa a Foden; Foden desequilibra no 1x1 com Bellerin, consegue o remate; Leno defende para a frente e Sterling marca na recarga.

Da imagem 1 em que Gabriel e Xhaka estão quase em linha, até ao final da jogada em que Gabriel recuperou até à última linha e Xhaka recuperou a passo e ficou à entrada da área, para além do erro na orientação corporal, a displicência na recuperação. A este nível são este tipo de pormenores que decidem jogos. A rever por Arteta.


domingo, 15 de junho de 2014

Joel Campbell - Há 3 anos...

Escrito há 3 anos num outro espaço:

http://treinadorfutebol.pt/joelcampbell/

Estranho será se Wenger continuar a não apostar no grande jogador que tem em mãos.


terça-feira, 3 de setembro de 2013

Ozil

Mourinho nos tempos do Real Madrid:
Mourinho saw it. "Özil makes things very easy for me and for his team-mates with his football vision and the decisions he makes," he said during his time in charge at the Bernabeu. "It's easy for him to make decisions on the pitch, which is actually the hardest thing there is in football. It is an art to make football look easy and he has that quality." (SkySports)

Mourinho a comentar a transferência:
"O Özil é único. Não há uma cópia dele, nem sequer uma má. É o melhor número 10 do Mundo. Tornava as coisas mais fáceis para mim e para os seus colegas devido à sua visão de jogo. Todos o querem e nele é possível ver um pouco de Figo e de Zidane." (Record)

O que os adeptos do Real Madrid pensam e Florentino Perez não quis ouvir:


Pena Podolski ter-se lesionado... E Mourinho atento «explica por que razão o Chelsea declinou a proposta por Demba Ba. "Não aceitamos, porque com a contratação de Özil, o Arsenal tornava-se candidato ao título".» (OJOGO)

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Arsenal: Dinâmica do meio-campo

Surgiu a dúvida no texto anterior sobre quem seria o pivô do Arsenal: Ramsey ou Rosicky. Mais do que responder à pergunta, segue-se uma vista de olhos pela dinâmica do meio-campo.

1. Início do jogo: 4-3-3 bem definido com 1x2 no meio-campo. Ramsey atrás de Rosicky e Cazorla.

2.Fase de pressão em organização: Cazorla saiu, Rosicky aproxima-se da linha de Ramsey

3. Saída de bola: por vezes um segundo jogador vem buscar a bola, não é só Ramsey a oferecer a linha de passe aos centrais.

4. Compensação: Ramsey saiu com a bola, Cazorla estava mais à frente, então Rosicky recua.

5. Cazorla não é sempre o elemento mais adiantado. Aqui, Rosicky subiu e Cazorla está ao lado da Ramsey.

6. Basculação: bola do esquerdo (defensivo do Arsenal) então Cazorla sai à bola. Quando a bola é jogada para o lado direito, Rosicky sai na contenção e Cazorla recua para o lado de Ramsey.

7. Lance do golo: Ramsey subiu, Rosicky foi dar linha de passe curto ao lateral, Cazorla recuou para a posição "6". Bola entra em Cazorla, passa para Ramsey, que tenta o remate mas a bola fica em Giroud que marca.

8. Basculação, mais uma vez: Cazorla na contenção e Rosicky perto de Ramsey, depois o contrário.

9. Outra saída de bola, esta mais dinâmica. A bola passa pelos 3 médios: Primeiro Ramsey e Rosicky baixaram, a bola entra em Ramsey (mais central), passa para Rosicky que dá em Sagna. Neste momento, Cazorla baixou e, ao mesmo tempo, Ramsey e Cazorla sobem. Cazorla tranquilo na posição mais recuada do meio-campo a organizar o jogo.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Por essa Europa fora (31-12-2011) - Notas

Premier League: Swansea vs Tottenham (1-1)
(S) 4-2-3-1: Vorm, Richards, Monk, Williams, Taylor, Gower, Allen, Dobbie, Dyer, Sinclair, Moore
(T) 4-2-3-1: Friedel, Walker, Gallas, Kaboul, Assou-Ekotto, Sandro, Parker, Vaart, Modric, Bale, Adebayor


Este jogo é a prova de que uma equipa mais fraca pode impor o seu jogo contra uma equipa "grande". Muitas vezes procura-se a desculpa da equipa pequena que não tem argumentos para lutar, mas o Swansea mostra que não tem que ser assim.
O treinador do Swansea, Brendan Rodgers, apostou em Dobbie, típico avançado inglês que só vê a baliza, para a posição mais ofensiva do meio-campo. Obviamente que se notou maior procura do remate do que último passe. Não funcionou muito bem com Moore na frente. Talvez um jogador que arrastasse mais marcações fosse ideal para esta estratégia.
Tal como referi no texto que escrevi sobre o Swansea, continua a notar-se pouca agressividade na defesa (a outra equipa consegue chegar sempre muito perto das zonas de finalização) e no ataque (poucos passes em profundidade).

O Tottenham devia apostar mais nas subidas de Walker. Com ele, consegue fazer uma linha temível de 4 atrás de Adebayor (Walker, Modric, Vaart e Bale).
Redknapp devia definir melhor os espaços a ocupar por Vaart e Modric. Parece que a ideia é fazer com que Vaart jogue mais na linha, mas ele tem sempre a tendência a procurar o meio (mesmo sem bola) e acaba por ocupar o mesmo espaço que o croata (Vaart também já disse que não se sente bem a jogar na ala). A estratégia mais usada este ano tem sido o 4-4-1-1 com Vaart atrás de Adebayor e Lennon na ala (trocando com Sandro) e a segunda mais utilizada tem sido um 4-4-2 com Defoe na frente (sem Vaart). A primeira levou a alguns maus resultados, a segunda tem o mal de não utilizar um jogador da qualidade de Vaart. A solução até poderá passar pelo modelo apresentado hoje, com a utilização de Vaart no meio e Modric mais aberto na ala e em fase de ataque organizado fazia o desenho do 4-4-1-1 com (Walker, Parker, Modric, Bale, Vaart e Adebayor).

Premier League: Arsenal vs QPR (1-0)

Atenção a Alejandro Faurlín. Tem andado escondido, mas tem talento para muito mais que o QPR. Estatisticamente, é dos jogadores com mais recuperações de bola da Liga Inglesa (faz uma média de 4.6 "tackles" por jogo e mais do que ele na Liga só Lucas (5.7) do Liverpool). Tem-se mostrado mais no capítulo defensivo, mas também é muito bom com bola. Tem muita qualidade de passe e visão de jogo.

No Arsenal, vai ser curioso ver como Henry e Wilshere vão encaixar no esquema da equipa. Henry e Van Persie serão compatíveis? Henry vai estar ao nível da equipa? Wilshere vai voltar em condições de lutar por um lugar na equipa ou este final de época só vai servir de transição/preparação para a próxima? E quem sai para eles entrarem?