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sábado, 20 de junho de 2020

Erros Individuais Defensivos - Maguire vs Bergwijn

Maguire foi muito criticado pelo lance do golo do Tottenham. Muita gente critica sem apontar falhas. Vou fazer a minha leitura do lance e dos erros individuais do jogador.

Início do lance - Bergwijn recebe a bola orientado para a baliza do Utd
Início do lance: Bergwijn recebe a bola orientado para a baliza do Utd, descaído para a direita. Situação de 3x3 à frente da bola (centrais e lateral direito do Utd vs extremos e avançado dos Spurs), 2x2 na zona (centrais vs Bergwijn e Kane); médio e lateral esquerdo do Utd são os mais próximos seguidos de Lamela.

Momento 1 - Maguire vira os apoios para a linha lateral
Momento 1: Maguire orienta os apoios para a linha lateral, na tentativa de defender a corrida pelo exterior do portador da bola. Erro porque não fechou as outras possibilidades antes. Como está muito afastado de Bergwijn, permite a condução por dentro (mais perigosa, ainda por cima). Não ajuda a distância do outro central ser tão grande e daí também não ter cobertura. Aqui também erro de Maguire por não ter conhecimento do que se passa em seu redor.


Momento 2 - Maguire roda pela frente
Momento 2: Depois de perceber que Bergwijn não conduziu por fora, Maguire precisa de recuperar a posição para perseguir o atacante. Erro porque rodou pela frente, para depois ter que continuar a rotação para a sua baliza. Neste tipo de situações, a rotação pelo lado da baliza garante sempre menor tempo de rotação. Neste caso ficou completamente fora do lance, não quer dizer que a rotação correta o tivesse colocado numa posição para impedir o golo, mas certamente que estaria mais próximo.

De notar que é o primeiro jogo em 3 meses, logo não acho que o jogador deva ser analisado por este lance. Fisicamente e mentalmente será questionável se os jogadores já se apresentam a 100%.

Fica o vídeo também.

domingo, 2 de junho de 2019

Final da Liga dos Campeões - Tottenham Org.Of. vs Liverpool Org.Def.

Quero abordar sobretudo a Organização Ofensiva do Tottenham contra a Organização Defensiva do Liverpool, pois muito do jogo foi jogado nesta situação específica.

Em baixo a imagem mostra o posicionamento "normal" neste momento do jogo. Tottenham em azul e Liverpool a vermelho.



Do lado do Tottenham até à primeira substituição: Alderweireld e Vertonghen a centrais, Trippier e Rose nas alas, Winks e Sissoko na primeira linha do meio-campo, Kane junto dos centrais do Liverpool e Eriksen, Alli e Son nas costas de Kane, mas bastante projetados na profundidade (ainda que a jogarem bastante por dentro, principalmente Eriksen que seria o extremo direito).

Do lado do Liverpool: Alexander-Arnold e Robertson nas laterais, Van Dijk e Matip a centrais, Fabinho, Henderson e Wijnaldum no meio-campo e o típico trio de ataque: Salah na direita, Mané na esquerda e Firmino no meio.

Rapidamente é perceptível que a subida do trio de ataque do Liverpool para pressionar os dois centrais liberta os laterais do Tottenham. Principalmente com os laterais do Liverpool a defenderem muito dentro pela presença interior dos extremos do Tottenham. Pelo interior, tornava-se muito difícil o Tottenham evoluir. Os dois médios de apoio estavam controlados por 6 jogadores do meio-campo e ataque e o passe direto dos centrais para os 4 da frente era quase impossível, ainda que tivesse sido tentado várias vezes, principalmente a tentar a bola nas costas da defesa do Liverpool (movimento muito procurado, sobretudo por Son). O passe para os dois médios  de suporte entrou algumas vezes, mas nem Winks nem Sissoko conseguiram dar grande seguimento ao lance, normalmente voltando a bola aos centrais.

Falhou o Tottenham em perceber e aproveitar esta situação de jogo. Fazer algo ao estilo do que fez Paulo Fonseca contra o Man City. Chamar o Liverpool, obrigando a esticar na profundidade; subir os laterais; prender os laterais do Liverpool com os extremos por dentro e depois chegar ao meio-campo adversário através dos laterais. E reparando na imagem acima, facilmente se percebe que aí, o Tottenham iria ter situações em 6x4/5 (dependendo da profundidade de Fabinho).

A partir dos 66 minutos, o Tottenham melhorou bastante. A troca de Lucas Moura por Winks, levou Eriksen para médio centro (melhorando muito a qualidade na saída de bola) e Lucas a jogar no meio procurou mais vezes dar a linha de passe do que os seus colegas.

Sobra dizer que não entendo a lógica de Pochettino. Se procurava a bola nas costas da defesa do Liverpool, para aproveitar a linha alta, deixar Lucas no banco e jogar com Eriksen na frente é muito discutível. E no final, a precisar de criatividade e de um golo, lançar Dier em vez de Lamela, não me pareceu ideal.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Por essa Europa fora (31-12-2011) - Notas

Premier League: Swansea vs Tottenham (1-1)
(S) 4-2-3-1: Vorm, Richards, Monk, Williams, Taylor, Gower, Allen, Dobbie, Dyer, Sinclair, Moore
(T) 4-2-3-1: Friedel, Walker, Gallas, Kaboul, Assou-Ekotto, Sandro, Parker, Vaart, Modric, Bale, Adebayor


Este jogo é a prova de que uma equipa mais fraca pode impor o seu jogo contra uma equipa "grande". Muitas vezes procura-se a desculpa da equipa pequena que não tem argumentos para lutar, mas o Swansea mostra que não tem que ser assim.
O treinador do Swansea, Brendan Rodgers, apostou em Dobbie, típico avançado inglês que só vê a baliza, para a posição mais ofensiva do meio-campo. Obviamente que se notou maior procura do remate do que último passe. Não funcionou muito bem com Moore na frente. Talvez um jogador que arrastasse mais marcações fosse ideal para esta estratégia.
Tal como referi no texto que escrevi sobre o Swansea, continua a notar-se pouca agressividade na defesa (a outra equipa consegue chegar sempre muito perto das zonas de finalização) e no ataque (poucos passes em profundidade).

O Tottenham devia apostar mais nas subidas de Walker. Com ele, consegue fazer uma linha temível de 4 atrás de Adebayor (Walker, Modric, Vaart e Bale).
Redknapp devia definir melhor os espaços a ocupar por Vaart e Modric. Parece que a ideia é fazer com que Vaart jogue mais na linha, mas ele tem sempre a tendência a procurar o meio (mesmo sem bola) e acaba por ocupar o mesmo espaço que o croata (Vaart também já disse que não se sente bem a jogar na ala). A estratégia mais usada este ano tem sido o 4-4-1-1 com Vaart atrás de Adebayor e Lennon na ala (trocando com Sandro) e a segunda mais utilizada tem sido um 4-4-2 com Defoe na frente (sem Vaart). A primeira levou a alguns maus resultados, a segunda tem o mal de não utilizar um jogador da qualidade de Vaart. A solução até poderá passar pelo modelo apresentado hoje, com a utilização de Vaart no meio e Modric mais aberto na ala e em fase de ataque organizado fazia o desenho do 4-4-1-1 com (Walker, Parker, Modric, Bale, Vaart e Adebayor).

Premier League: Arsenal vs QPR (1-0)

Atenção a Alejandro Faurlín. Tem andado escondido, mas tem talento para muito mais que o QPR. Estatisticamente, é dos jogadores com mais recuperações de bola da Liga Inglesa (faz uma média de 4.6 "tackles" por jogo e mais do que ele na Liga só Lucas (5.7) do Liverpool). Tem-se mostrado mais no capítulo defensivo, mas também é muito bom com bola. Tem muita qualidade de passe e visão de jogo.

No Arsenal, vai ser curioso ver como Henry e Wilshere vão encaixar no esquema da equipa. Henry e Van Persie serão compatíveis? Henry vai estar ao nível da equipa? Wilshere vai voltar em condições de lutar por um lugar na equipa ou este final de época só vai servir de transição/preparação para a próxima? E quem sai para eles entrarem?