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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Pozuelo (Swansea)

Já me tinha chamado a atenção num jogo anterior e ontem teve duas acções importantes nos golos do Swansea. Decidi então, rever esse primeiro jogo e fazer um vídeo com alguns lances dele.

Tem 22 anos, fez a formação no Bétis e chegou este ano à Premier. Laudrup não o tem utilizado muito e quando ele entra em campo é sobretudo para jogar na ala, mas é um jogador essencialmente de jogo interior, procurando sempre o corredor central. Boa condução, boa recepção, bom passe e simplifica mais do que complica. Não deverá ganhar o seu espaço na selecção espanhola, mas será certamente um jogador a observar.

domingo, 18 de agosto de 2013

Maratona de Futebol - Notas

Liverpool 1 - Stoke 0

Com Brendan Rodgers, Liverpool tem uma proposta de jogo interessante. Muito dinâmico na frente, mas ainda permissivo atrás (já quando era treinador do Swansea foi notado isso neste blogue). Mignolet segurou a vitória no final. Na frente a dupla Coutinho-Sturridge promete dar que falar.
Stoke, agora sem Tony Pullis joga futebol mais curto, ainda assim com Crouch em campo é difícil fugir ao pontapé para a frente. Nos cantos e livres próximos da área são muito perigosos.

Sunderland 0 - Fulham 1

Fora das equipas de topo são dos plantéis mais interessantes da Premier. Tanto uma como outra parecem longe do seu potencial, mas se o atingirem podem ser decisivos na luta pelo título e, quem sabe, lutar pelos lugares europeus.

Swansea 1 - Man Utd 4

Swansea mantém o seu estilo. Mais posse e até mais remates à baliza que o United. No entanto, a defesa continua a ser o ponto fraco, principalmente Ben Davies. Na frente, a dupla Michu-Bony pode fazer estragos.
Man Utd ganhou essencialmente pela maior qualidade individual. Custa ver Kagawa no banco. Com a presumível saída de Rooney, poderá ganhar espaço para jogar no meio. Veremos qual a decisão de Moyes.

Valladolid 1 - At. Bilbao 2

O Bilbao tem um dos meios-campos mais interessantes do futebol mundial: Iturraspe-Beñat-Herrera. Toque de bola fantástico, principalmente do "Pirlo basco" - Beñat. Com boa organização defensiva, o Bilbao é sério candidato aos lugares europeus. Para já é frágil nesse aspeto.

Valencia 1 - Málaga 0

Duas equipas muito mudadas em relação à última época. Bem mais forte o Valencia. Bernat sem espaço no ataque, mostra-se como boa solução para a lateral esquerda. Banega totalmente recuperado da lesão volta a ser o craque que o Valencia precisa. Mas falta golo à equipa e Postiga não é o jogador ideal para isso. Recuar Banega para o duplo pivô e Postiga para "10" juntando um finalizador pode melhorar bastante as hipóteses do Valencia. Matri, Chicharito e Guidetti podem ser opções a considerar.
Málaga pode ter um ano terrível. Perdeu Isco, Joaquin, Demichelis, Toulalan, Saviola, Iturra e Júlio Baptista. Somados a Monreal que já tinha saído a meio do ano passado dá mais de meia equipa titular e alguns dos suplentes mais utilizados. Não é fácil reagir a isto, principalmente quando as únicas opções de compra são jogadores de nível competitivo bastante mais baixo. Anderson e Chen podem ser as surpresas entre os reforços. Dos canteranos, espera-se muito de Fabrice.

E. Frankfurt 0 - Bayern 1

Bayern ganha mas ainda não convence totalmente. Hoje, Robben no banco (cansaço pelo amigável a meio da semana?), Shaqiri no meio e Muller na ala direita. Ribery no seu top. Este ano luta pelo top3 da Bola de Ouro. Pensava-se que Mandzukic seria suplente com Guardiola. Por agora, é um jogador útil pela garantia de golos, veremos o que acontece quando o modelo estiver mais consolidado.

Porto B 2 - Trofense 1

Os jogadores da A continuam a tapar o desenvolvimento dos jogadores da B e júniores. Até ao fecho do mercado, alguns destes problemas poderão ser resolvidos, outros manter-se-ão. Carlos Eduardo aproveitou e fez um bom jogo como pivô defensivo (ao lado de Mikel). Vion é jogador para fazer muitos golos. Merece mais oportunidades.
Pela negativa, a maneira como Luís Diogo, treinador do Trofense, quis defender o resultado. Era adjunto de Jaime Pacheco, não é certamente o melhor tutor que se pode ter...

Guimarães 2 - Olhanense 0

Um pouco à semelhança do Valencia-Málaga. Duas equipas diferentes da época passada. No Guimarães, o "pinheiro" Maazou garante golos pelas capacidades físicas e Paulo Oliveira destaca-se na defesa. Do lado do Olhanense, gostei de ver Ricardo Ferreira que depois de fazer a formação no Porto e ter sido comprado pelo AC Milan, volta a Portugal. Mais à frente, Pelé (ex-Belenenses), Celestino, Rui Duarte e Regula podem fazer um bom meio-campo. Fica para ver como evolui a equipa de Abel Xavier.

domingo, 22 de abril de 2012

Por Essa Europa Fora e Liga Portuguesa - Notas

Bolton (1) vs Swansea (1)
Swansea continua a ter muita posse de bola, mas a criar pouco perigo. Hoje também foi notória a dificuldade em defender transições rápidas.
Sigurdsson, Scott Sinclair e Joe Allen são jogadores de equipa de top.

Newcastle (3) vs Stoke (0)
A dupla Cissé-Cabaye está a dominar a Liga Inglesa. Desde que Cissé chegou, já marcou 11 golos em 9 jogos e 1 entrada, Cabaye fez 4 assistências e 2 golos nos últimos 3 jogos e o Newcastle venceu os últimos 6 jogos. O interesse em Cabaye é muito e deve sair no final da temporada. No entanto, a ida às competições europeias (neste momento a LC é possível) pode fazer com que esta dupla se mantenha no clube.

Werder Bremen (1) vs Bayern Munique (2)
Após o jogo com o Real Madrid a meio da semana, Heynckes rodou a equipa e quase que perdia o jogo. Após o 1-0, o Bremen dispôs de várias oportunidades para marcar, mas nunca o conseguiu fazer. Depois, Ribery entrou em campo e decidiu o jogo para o lado dos visitantes. A jornada fica marcada pela decisão dos lugares de topo. Dortmund é campeão e Bayern assegurou o 2º lugar.

Barcelona (1) vs Real Madrid (2)
Depois das inúmeras tentativas de impedir o jogo do Barcelona, Mourinho parece ter encontrado uma solução. Foi algo arriscado, mas resultou. Pensava-se que iria tentar fazer um jogo igual ao do Chelsea, descendo muito as linhas para não dar espaço, mas fez o contrário: subiu bastante a equipa. Ronaldo, Di Maria, Benzema e Ozil jogaram quase em linha, muito perto da defesa catalã. Isto obrigou o Barcelona a jogar muito estendido no campo e demorava muito a chegar às zonas de finalização.
Fica a nota que o Barcelona tem que saber defender melhor as transições rápidas (e provavelmente comprar um central mais rápido, visto que Puyol está em fim de carreira e Mascherano não tem o nível exigido para a defesa do Barcelona) e arranjar uma solução para a lateral esquerda.
Saliente-se ainda a utilização de Tello num jogo de tamanha importância. Algo só possível no Barcelona.

Benfica (4) vs Marítimo (1)
Finalmente um onze sem "manias do treinador". Capdevilla jogou no lugar de Emerson, mas saliente-se sobretudo a utilização de Aimar, Saviola e Nolito juntos. Acho que ainda pode melhorar com Rodrigo no lugar de Cardozo e Witsel no lugar de Bruno César (a fazer o mesmo que Ramires fazia).

Porto (3) vs Beira-Mar (0)
Abel Camará, Artur e Nildo fazem um ataque digno de equipa de UEFA, pena que não tenham jogado juntos. Diria que qualquer um dos 3 pode sair na próxima época para uma equipa com maiores aspirações. Serginho, Joãozinho e mesmo Nuno Lopes deixaram boas sensações.
No Porto, mais um bom jogo de James Rodriguez a mostrar toda a sua qualidade de passe, Moutinho esteve excelente durante todo o jogo e ficou a certeza que apesar do avultado gasto, Alex Sandro e Danilo são boas contratações. Alex Sandro tem estado bem e no caso de Álvaro Pereira sair, assumirá com naturalidade o lugar no onze (tendo que melhorar na defesa). Danilo tem sido usado como lateral, mas para ser um jogador de topo acho que devia jogar no meio-campo.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Liga Inglesa: Swansea (0) vs Newcastle (2) - Notas

Como jogou o Swansea
A equipa galesa alinhou no seu habitual 4-2-3-1 com Vorm, Rangel, Caulker, Williams, Taylor, Britton, Allen, Sigurdsson, Dyer, Routledge e Luke Moore.
Posse de bola, posse de bola, posse de bola... Mas pouco mais se vê. A dificuldade em penetrar na área é enorme e as falhas em transições defensivas são muitas. É importante notar a participação de ambos os centrais nas situações de ataque organizado (principalmente porque o Newcastle jogou em bloco baixo). Ainda relacionado com a dificuldade de penetração, a entrada de Sigurdsson em Janeiro dá uma alternativa à equipa que é o remate de longa distância. Sigurdsson rematou 7 vezes!
Diga-se que melhorou bastante com a entrada de Scott Sinclair.

Como jogou o Newcastle
O onze inicial foi: Krul, Simpson, Williamson, Perch, Santon, Tioté, Jonas, Cabaye, Ben Arfa, Demba Ba e Papiss Cissé. O Newcastle jogou num sistema muito fluido que é difícil de transformá-lo em "números". No entanto, dizer que era em 4-3-3 não será de todo errado. Jonas tem-se destacado, nesta época, como jogador polivalente e jogou como pivô junto com Cabaye e Tioté. Bloco muito baixo, sem grandes preocupações com a posse de bola e jogando sempre muito directo. Os golos foram obtidos através de erros do Swansea que foram muito bem aproveitados pela dupla Cabaye (2 assistências)-Cissé (2 golos). Cabaye é exímio no passe em profundidade e Cissé finaliza muito bem. Voltando ao tema da fluidez, foi interessante ver o trio do meio-campo a trocar sempre de posição e o trio do ataque a fazer o campo todo. Cissé chegou a fazer intercepções na zona do lateral esquerdo em jogada de bola corrida (e era o avançado mais central), Ben Arfa por vezes aparecia no meio à frente dos três jogadores do meio-campo, outras na ala direita e Ba ocupava-se mais do lado esquerdo, mas também apareceu no centro e na ala direita.

Krul e Vorm
Os holandeses estão claramente no top de melhores GR da Liga Inglesa (e do Mundo). Vorm é inclusivé muito importante no estilo de jogo da equipa, pois é bastante hábil com os pés.

Ben Arfa
Não percebi o porquê de Ben Arfa ter jogado os 90 minutos. Em bloco baixo e a jogar directo, não faz muito sentido ter em campo um jogador de "dribles" em campo.

Dificuldades do Swansea contra bloco baixo
Como já disse, a equipa galesa teve muitas dificuldades em entrar na área adversária e grande parte dos remates que fez foram de longa distância. Assim, parece que a melhor abordagem ao jogo contra esta equipa é o bloco baixo que Alan Pardew apresentou. Depois, é esperar o erro e meter a bola em profundidade na zona entre os centrais que jogam muito distantes.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Valores e Contratações - Notas

Camisola 2 do Porto
É uma camisola com história, normalmente usada por jogadores da casa. Hoje é "entregue" a Danilo. É um valor imaterial que o Porto perde. Vale o que vale, naturalmente.

Ribas no Sporting
Domingos pediu mais um avançado e deram-lhe Sebastián Ribas. Não se afirmou no Inter, na 2a Liga Francesa tem estatísticas interessantes (média de 1 golo a cada 2 jogos não é muito impressionante) e não conseguiu encontrar o seu espaço no Génova. Não quero dizer que é mau jogador ou que é uma má aposta. Mas quando Domingos conta com Wolfswinkel, Bojinov e Rubio no plantel, a ideia que me deu das suas afirmações era a necessidade de um valor seguro (não deve duvidar do potencial de Rubio ou desconhecer a história de Bojinov) e Ribas não o é. Se era para ter mais um jogador disponível para essa posição porque não apostar num jogador das camadas jovens como Betinho que até tem mostrado algum potencial? Já agora, e Djaló? Volta ao Sporting? Ou ao Nice? Está sem clube?

Sigurdsson no Swansea (empréstimo)
Brendan Rodgers pode apostar nele para várias posições, principalmente para "10" e para extremo, mas não o excluía de hipótese como médio centro e mesmo como avançado centro. O Swansea tinha a necessidade de um jogador que criasse mais oportunidades de golo e o islandês, pelo seu preço, é a escolha ideal.

Marco Reus no Dortmund (na próxima época)
É a segunda contratação anunciada do Dortmund para a próxima época (a primeira foi Leonardo Bittencourt do Cottbus). Mostra o cuidado com que é feito o planeamento a médio prazo. Falta só saber se esta contratação é feita a pensar na saída de Gotze no Verão (tendo em conta a polivalência de Reus, também Kuba, Kagawa ou Grosskreutz podem estar de saída) ou se é para juntar qualidade à equipa (Zidan e Le Tallec não são soluções e Reus é melhor que Kuba e Grosskreutz)

sábado, 31 de dezembro de 2011

Por essa Europa fora (31-12-2011) - Notas

Premier League: Swansea vs Tottenham (1-1)
(S) 4-2-3-1: Vorm, Richards, Monk, Williams, Taylor, Gower, Allen, Dobbie, Dyer, Sinclair, Moore
(T) 4-2-3-1: Friedel, Walker, Gallas, Kaboul, Assou-Ekotto, Sandro, Parker, Vaart, Modric, Bale, Adebayor


Este jogo é a prova de que uma equipa mais fraca pode impor o seu jogo contra uma equipa "grande". Muitas vezes procura-se a desculpa da equipa pequena que não tem argumentos para lutar, mas o Swansea mostra que não tem que ser assim.
O treinador do Swansea, Brendan Rodgers, apostou em Dobbie, típico avançado inglês que só vê a baliza, para a posição mais ofensiva do meio-campo. Obviamente que se notou maior procura do remate do que último passe. Não funcionou muito bem com Moore na frente. Talvez um jogador que arrastasse mais marcações fosse ideal para esta estratégia.
Tal como referi no texto que escrevi sobre o Swansea, continua a notar-se pouca agressividade na defesa (a outra equipa consegue chegar sempre muito perto das zonas de finalização) e no ataque (poucos passes em profundidade).

O Tottenham devia apostar mais nas subidas de Walker. Com ele, consegue fazer uma linha temível de 4 atrás de Adebayor (Walker, Modric, Vaart e Bale).
Redknapp devia definir melhor os espaços a ocupar por Vaart e Modric. Parece que a ideia é fazer com que Vaart jogue mais na linha, mas ele tem sempre a tendência a procurar o meio (mesmo sem bola) e acaba por ocupar o mesmo espaço que o croata (Vaart também já disse que não se sente bem a jogar na ala). A estratégia mais usada este ano tem sido o 4-4-1-1 com Vaart atrás de Adebayor e Lennon na ala (trocando com Sandro) e a segunda mais utilizada tem sido um 4-4-2 com Defoe na frente (sem Vaart). A primeira levou a alguns maus resultados, a segunda tem o mal de não utilizar um jogador da qualidade de Vaart. A solução até poderá passar pelo modelo apresentado hoje, com a utilização de Vaart no meio e Modric mais aberto na ala e em fase de ataque organizado fazia o desenho do 4-4-1-1 com (Walker, Parker, Modric, Bale, Vaart e Adebayor).

Premier League: Arsenal vs QPR (1-0)

Atenção a Alejandro Faurlín. Tem andado escondido, mas tem talento para muito mais que o QPR. Estatisticamente, é dos jogadores com mais recuperações de bola da Liga Inglesa (faz uma média de 4.6 "tackles" por jogo e mais do que ele na Liga só Lucas (5.7) do Liverpool). Tem-se mostrado mais no capítulo defensivo, mas também é muito bom com bola. Tem muita qualidade de passe e visão de jogo.

No Arsenal, vai ser curioso ver como Henry e Wilshere vão encaixar no esquema da equipa. Henry e Van Persie serão compatíveis? Henry vai estar ao nível da equipa? Wilshere vai voltar em condições de lutar por um lugar na equipa ou este final de época só vai servir de transição/preparação para a próxima? E quem sai para eles entrarem?

sábado, 10 de dezembro de 2011

Por essa Europa fora (10-12-2011) - Notas

Swansea (2) - Fulham (0)
Curioso que esta semana sugeri que o treinador do Swansea desse mais oportunidades a Caulker no centro da defesa, trocasse o avançado Graham por um jogador mais móvel (hoje foi Lita) e apostasse em Routledge e Sinclair nas alas. Hoje tudo isto aconteceu. A aposta correu bem, mas a equipa continua com dificuldades na defesa e a fazer faltas em zonas perigosas (hoje tiveram um penálti que Vorm defendeu). Sem Joe Allen (suponho que por lesão), Luke Moore jogou nas costas do avançado e Britton (97% de passes certos!!) e Gower trocaram mais de posição.

Arsenal (1) - Everton (0)
Só vi 15/20 minutos. Chegou-me para ver a obra de arte de Van Persie. Song já andava a tentar encontrar Van Persie com passes longos há algum tempo, mas estava a falhar (2 em 7 passes em profundidade e 3 em 7 passes longos em todo o jogo). Quando conseguiu, Van Persie fez um golaço que certamente fez os adeptos do Arsenal lembrarem-se de Henry (que, por acaso, estava a ver o jogo no estádio).

Real Madrid (1) - Barcelona (3)
Respondendo às minhas próprias questões (no texto anterior):
1. Coentrão jogou de início, mas nem como médio defensivo, nem como extremo. Mourinho decidiu apostar nele como defesa direito. Não foi pelo lado dele que o Barcelona criou muitos problemas (apesar de ter perdido em confronto directo com Cesc no lance do 3º golo).
2. Busquets estava livre, mas não tanto quanto se previa. Ainda assim, por vezes, Xavi refugiava-se numa posição mais defensiva para ter mais algum espaço (interessante ver que nessas situações, o Real dava-lhe espaço e tentava tapar as linhas de passe).
3. Com Iniesta e Cesc a jogarem entre o meio-campo e o ataque, Alexis e Messi jogavam muito soltos. Alexis em movimentos mais horizontais e Messi nos seus habituais movimentos verticais (curioso como chega a ir buscar a bola atrás da linha do meio-campo).
4. Pus a hipótese do Barcelona jogar com um meio-campo a 4 e acertei. Cesc e Iniesta iam-se revezando no apoio ao duo da frente. Contava com Villa na frente por estar mais habituado a estes jogos (a intensidade psicológica do jogo podia ter um efeito negativo em Alexis), mas Alexis acabou por ser o escolhido e foi um jogador muito importante. Fez muitos estragos na defesa do Real (foi o jogador que sofreu mais faltas - 5, marcou o golo, arrancou amarelos,...) e também esteve muito activo na defesa (foi o jogador que fez mais faltas da equipa catalã, pressionou muito na transição defensiva,...).

PS: No ponto 4 do jogo Real Madrid vs Barcelona, disse que Cesc e Iniesta teriam sido os médios mais laterais (no seguimento da pergunta do texto anterior). Isso só aconteceu no início do jogo (meia hora, mais ou menos). Depois, Busquets baixou para o centro da defesa, Puyol abriu na direita e Dani Alves subiu para médio, jogando Cesc mais ao centro. Sinceramente, não me tinha apercebido que Cesc estava a jogar tão no meio até ler a análise do site ZM. Apercebi-me do adiantamento de Dani Alves bastante mais tarde (a posição dele em campo quando a equipa tem a bola não difere muito, por isso, só em situações defensivas é que se notava).

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Swansea - O Barcelona dos pequenos

A comparação foi feita pelo site whoscored. Não concordo totalmente, mas em termos de princípios de jogo quando tem a bola, percebe-se a semelhança.

11 Tipo


Bases
Posse de bola, certeza no passe por parte dos centro-campistas (o trio do meio-campo acaba muitas vezes o jogo com média de passes certos superior a 90% !), passes longos de Ashley Williams, integração no ataque dos laterais, Sinclair (/Routledge) ataca mais a baliza, Dyer mais na linha (não sei se por imposição tática ou pelo estilo de jogo dos próprios jogadores); o guarda-redes (Vorm) participa no jogo ofensivo (não chuta logo para a frente quando tem a bola, opta quase sempre pelo passe curto) e em organização defensiva, Britton junta-se aos centrais formando um trio.

Principais problemas
Falta de agressividade/pressão em zonas afastadas da baliza, obriga a equipa a fazer faltas em zonas perigosas; qualidade dos defesas não é muito alta (Williams é muito importante na manobra ofensiva, mas falha na defesa; Monk não tem muita qualidade e Britton, apesar de ajudar a fechar a zona também é mais forte em situação ofensiva do que em situação defensiva); poucos passes e movimentos de ruptura (Graham parece demasiado estático para esta ideia de jogo) e a posse de bola é normalmente feita longe das zonas de decisão (principalmente entre os 2 centrais e o médio mais defensivo). Numa nota mais pessoal, acrescento que não sou grande fã de Dyer.

Soluções
Um bom central para o lugar de Monk seria interessante: Coates (Liverpool) por empréstimo ou Ryan Donk (Club Brugge) a título definitivo, podiam ser soluções a pensar. Steven Caulker que está no plantel por empréstimo do Tottenham também podia ser aposta mais frequente.
Com um central de maior qualidade, talvez não fosse necessário um médio defensivo mais forte a nível defensivo, mas Diamé (Wigan) podia ser pensado.
A entrada de Routledge por Dyer pode fazer com que a equipa consiga criar mais perigo (Routledge faz mais passes "a rasgar" e faz mais diagonais linha-área do que Dyer).
Para a frente de ataque, podia ser interessante pensar num jogador de escola holandesa ou espanhola (maior cultura de movimentos), por exemplo: Soriano (Barcelona B) ou jogar com Dyer ou Sinclair numa posição central para aproveitar a velocidade.
Os problemas de falta de pressão e passes/movimentos de ruptura parecem-me mais questões de treino do que de falta de jogadores capazes e não quero extender a análise a esse nível.