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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Benfica (4) vs Sporting (3) - Algumas notas

1. Muitos sportinguistas culparam o árbitro da derrota. É uma das inúmeras coisas que não percebo no futebol... Alguns lances de difícil decisão são apresentados como tentativas de prejudicar uma equipa, no entanto, os vários (e demasiados) erros de Rojo, Maurício e Jefferson não são alvo de análise tão detalhada. Era bom ver várias repetições de todos os ângulos, slow-motions, linhas nesses erros...

2. É bom ver o Sporting a melhorar. Mesmo com jogadores de uma qualidade individual evidentemente inferior aos jogadores do Benfica, esteve sempre a discutir o jogo. E aquele meio-campo está a funcionar muito bem. Acredito que podia ser a base da selecção nacional. Não porque tenham necessariamente mais qualidade que outros jogadores, mas porque jogam juntos. Têm (boas) rotinas, coisa que não pode ser alvo de muito trabalho na selecção.

3. Conseguir ter Carrillo a topo é o grande desafio de Leonardo Jardim. Com ele a jogar o seu melhor, Sporting pode discutir o título este ano. Sem ele, será difícil, mas possível.

4. Ainda sobre o meio-campo do Sporting: ter como segunda linha Rinaudo, João Mário e Vítor é uma garantia de qualidade. Houvesse tanta qualidade na defesa como há no meio-campo e o ponto anterior seria inválido, pois já seria um grande candidato.

5. Olhando agora para o Benfica: finalmente o 4-3-3! Mais um jogador no meio-campo dá maior controlo do jogo à equipa. Mais jogo interior, mais posse. A equipa ainda está a ganhar rotinas, mas parece mais equilibrada.

6. O colectivo ganha, mas e as individualidades? Do lado positivo, Rúben Amorim ganha espaço no onze, do outro lado, Matic e Lima. Muito do que fez sobressair Matic foi a sua capacidade de aparecer em todas as zonas do campo: próximo da defesa em organização defensiva e próximo do ataque em organização ofensiva (e mesmo em transições). Agora tem um jogador da sua equipa a "bloquear" essas subidas. A solução é dinâmica e talvez com as rotinas essa solução apareça. Senão, Matic não vai aparecer tanto com bola. Lima é o elemento que sai do onze para a entrada de um médio. Não tem tanto "golo" como Cardozo e para extremos há opções melhores.

7. Na segunda linha do meio-campo ficam: Fejsa, André Gomes, Bernardo Silva e Djuricic. O ex-Heerenveen precisa de trabalhar mais sem bola para cumprir o 4-3-3. Fejsa é um bom trinco. Para as novas funções dessa posição, até poderá ser mais indicado do que Matic. Os 2 portugueses ficam à espera de oportunidade. Fico à espera de ver o que pode dar Bernardo Silva à equipa principal.

PS: Antes de que surjam dúvidas a esse respeito: não sou adepto de nenhum dos clubes!

segunda-feira, 25 de março de 2013

Júniores: Porto (2) vs Benfica (1) - Notas

Onzes Iniciais


Porto (4-1-3-2) : Kadú; Marcelo, André Ribeiro, Tomás Podstawski, Rafa; Vítor Andrade, Francisco Ramos, Leandro, Ivo; André Silva e Gonçalo Paciência

Benfica (4-2-1-3) : José Costa; Alexandre Alfaiate, Rudinilson, Fábio Cardoso, Pedro Rebocho; Raphael Guzzo, João Teixeira, Bernardo Silva; Eusébio Bancessi, Hélder Costa e Sancidino Silva

Porto

Mais procura da posse de bola e pressão alta.
Como jogava em 4-1-3-2 muito interior, avançados abriam à vez na ala por onde a equipa iniciava o ataque.
Muitas trocas posicionais no meio-campo do Porto. Bem trabalhado é uma ideia interessante, pois facilita a pressão alta, mas deu origem a muitos erros.
Tomás Podstawski saía muito da sua zona para fazer pressão. É sem dúvida um jogador de grande potencial, mas tem que jogar no meio-campo e não na defesa. Podia ter corrido muito mal.
Avançados saíam aos centrais na primeira fase de pressão. Quando havia tempo para organizar, um deles saía ao lateral do lado da bola. Do outro lado, o médio interior mantinha-se bastante "fechado", não havendo transição para um meio-campo a 4 em largura. Muitas dificuldades em defender quando o Benfica trocava a bola rapidamente de lado (normalmente o lateral conseguia prosseguir com bola até perto da zona do trinco).
André Silva tem imenso potencial. Características físicas e técnicas já desenvolvidas, tem algumas problemas na tomada de decisão. Como é júnior de 1º ano, tem tempo para melhorar. Muita entrega ao jogo.
André Silva: jogo de muita luta, premiado com um golo

Benfica

Jogou sobretudo em transições rápidas.
Menos pressionante que o Porto (para deixar a equipa adversária subir e ter espaço nas costas, provavelmente).
Raphael Guzzo e Bernardo Silva têm muito potencial. A capacidade de ambos para fazer passes em profundidade resultou em jogadas muito perigosas (incluindo o golo do Benfica). Em relação a Bernardo Silva tenho curiosidade em vê-lo a jogar mais recuado. Na primeira parte, o Porto deu-lhe pouco espaço e quase não teve bola. Na segunda, com o Porto a arriscar mais nos posicionamentos, teve mais espaço e apareceu mais.
Eusébio Bancessi é um jogador interessante. Não esteve muito em jogo em fase atacante, mas esteve muito bem a defender Rafa (lateral muito ofensivo). Não percebi porque trocou para o lado esquerdo a meio da segunda parte. Rafa passou a ter mais liberdade, porque ninguém o acompanhava e criou perigo (está no lance do golo que dá a vitória ao Porto). Além das preocupações defensivas, tem como ponto forte a velocidade de passada.
Bernardo Silva: muito talento tem este "10"