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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Notas da Liga Portuguesa

Rio Ave

Prince parece bom jogador. Qualidades físicas impressionantes e algumas qualidades técnicas. Com 20 anos, tem potencial.
Acredito que Bressan seja uma das melhores contratações da Liga. Critério e qualidade técnica. Falta-lhe alguma intensidade. Pode "atrasá-lo" nas escolhas tendo em conta o modelo de jogo normalmente usado por Pedro Martins.
Marcelo e Filipe Augusto podem sair até ao final do mercado. São perdas importantes que podem ter muita influência na época do Rio Ave. Ainda assim, a saída de Filipe poderá não ser tão grave pela quantidade de boas opções para o meio-campo: Bressan, Pedro Moreira, Luís Gustavo, Tarantini e Diego (gostei mais de o ver na ala hoje do que em todos os jogos no meio, mas é lá que costuma jogar).

Boavista

Muitas contratações de qualidade duvidosa. Petit vai exigir intensidade aos jogadores. Se houver algum rigor tático pode ser o suficiente para se manter na Primeira Liga, mas duvido muito.

Guimarães

Ainda não vi com atenção, mas para já, Bernard parece ser um bom jogador. Pode ser a surpresa da Liga numa equipa em constante sobrevivência.
Bernard Mensah, um dos destaques no início da Liga

Setúbal

Tem alguns jogadores que gosto muito e o treinador apesar de não o considerar de topo, não é mau de todo. Diego Maurício em boa forma pode ser a estrela da equipa e levar o Setúbal a resultados acima dos expectáveis.

Diego Maurício, pode ser uma das melhores contratações da Liga

Belenenses

Mantém um meio-campo sólido e com alguns jogadores criativos (Miguel Rosa e Tiago Silva). Na frente, voltou Camará, que acho ter capacidade para outro nível.

Moreirense

Gosto do trio de ataque: Gerson, Arsénio e João Pedro. Podem provocar muitos problemas.

Marítimo

Num ano perdeu 4 jogadores titulares no ataque: Sami, Danilo Dias, Derley e Héldon. Não é fácil, seja para que equipa for, mas torna-se mais difícil quando não há capacidade financeira para comprar jogadores do mesmo valor. Veremos o que faz o Marítimo esta época. E não aproveitaram um grande talento: Rúben Brígido.

Estoril

Mais uma revolução na equipa. Fica João Pedro Galvão. Acredito que possa ser um elemento desequilibrador (e uma das vendas da próxima época). A ele juntam-se Kuca que se tem destacado em divisões inferiores e Tozé que tem a sua oportunidade de provar o seu valor no futebol sénior.
João Pedro Galvão, pode ser a estrela do Estoril

Paços

Voltou Paulo Fonseca e podem voltar os bons resultados. Pelo menos espera-se mais organização.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Liga Portuguesa: Porto (2) vs Braga (0) - Notas

Só hoje consegui ver um pouco do jogo. Escolhi ver a segunda parte pela discussão que se gerou em torno do sistema usado.

1. Porto em 4-3-3 ou algo parecido... Paulo Fonseca terá dito no final do jogo que não alterou o sistema. Possivelmente não deu essa indicação aos jogadores, mas o que foi interpretado por eles em ataque não foi um duplo pivô, Defour mais recuado e Herrera e Carlos Eduardo à frente. Noutros jogos em que o Porto alinhe só com um pivô gostava de ver Lucho no lugar de Defour. Acredito que devidamente apoiado (Herrera-Eduardo parece funcionar bem) seria uma boa posição para ele.

2. Nunca gostei das substituições de Jesualdo e a minha opinião mantém-se. Com a alteração no meio-campo do Porto, o Braga não tinha controlo nenhum sobre o jogo e Jesualdo troca Custódio por Luíz Carlos e Hugo Vieira por Rafa. Escrevo isto antes de ver o que acontece a seguir à substituição, mas posso apostar: pouco muda. Ao contrário de Luíz Carlos, Custódio não é um jogador agressivo e de transições. O trinco português certamente que estará mais confortável numa linha mais recuada, mas faz com que a equipa baixe ainda mais o meio-campo. Com a entrada de Hugo Vieira, declara o contra-ataque como única forma de chegar ao golo. A minha solução: entrada de Custódio para o lugar de Alan e alteração para 4-4-2 losango com Rafa a "10". Possivelmente a troca de Pardo por Hugo Vieira ou Agra, porque não conheço muito bem o colombiano.

3. A alteração no Braga não foi exactamente como pensava. Alan passa para a esquerda, Hugo Vieira encosta na frente: 4-4-2 é evidente. Se achava que não era a melhor opção manter o número de jogadores no meio-campo (e em corredor central), diminuir então...

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Cuidado Sporting e Braga

Com o nível que Estoril, Paços de Ferreira e Rio Ave atingiram, a luta pelos lugares europeus vai ser renhida se Braga e Sporting não subirem o nível. O que estão a apresentar no Torneio do Guadiana não augura um futuro fácil na Liga para ambas as equipas.


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Liga Portuguesa: Olhanense (2) vs Estoril (1) - Notas

Olhanense
4-3-3 (duplo pivô): Ricardo | Luís Filipe, Nuno Reis, Vasco Fernandes, Babanco | Fernando Alexandre, Jander, Rui Duarte | Ivanildo, Abdi e Yontcha
Babanco foi uma boa surpresa como lateral esquerdo. Já tinha falado dele no blogue por me ter chamado à atenção como médio mais ofensivo (na posição que hoje foi desempenhada por Rui Duarte) quando jogava no Arouca.
Jander deverá fazer a sua afirmação em Portugal este ano. No ano passado já foi mostrando algumas qualidades, mas teve pouco tempo de jogo.
Veremos o que pode ser Abdi. Tem técnica, velocidade e aceleração. Se for consistente e objectivo pode ser um jogador muito importante para a equipa de Olhão.
Targino deverá ganhar o lugar a Ivanildo nos próximos jogos.
Com a chegada de Rui Sampaio, o Olhanense fica com muitas opções para um meio-campo de qualidade: Nuno Piloto, Rui Sampaio, Fernando Alexandre, Rui Duarte, Jander e Babanco.
Abdi foi um dos destaques do Olhanense

Estoril
4-3-3 (duplo pivô): Renan | Anderson Luís, Steven Vitória, João Pedro, Jefferson | Hugo Leal, Gonçalo Santos, João Coimbra | Tony Taylor, Licá e Luís Leal
Renan parece ser um bom guarda-redes, mas veremos como se comporta em jogos mais difíceis.
Steven Vitória e João Pedro formam uma boa dupla de centrais. Ambos com formação no Porto, são agressivos, mas também sabem jogar. Podem ser a base dos bons resultados da equipa.
Meio escondido, mas bem quando apareceu esteve Tony Taylor. O americano já está em Portugal há algum tempo e pode agora mostrar o seu valor na Primeira Liga.
Atenção à dupla Hugo Leal - Licá. Os passes longos do médio para a velocidade do avançado podem causar muitos estragos.
Em vez de Luís Leal no centro do ataque, Licá (em jogos fora) ou João Pedro (em casa) podem ser melhores opções e Gerso é uma opção válida para as alas. Também preferia ver Carlos Eduardo a iniciar os jogos no lugar de João Coimbra.
Steven Vitória é um dos pilares da equipa canarinha

Empréstimos - Parte 1 - Regras

Os empréstimos era um tema que queria abordar, mas por falta de tempo tenho adiado. Hoje escrevo a primeira parte de 2 textos. Este será sobre as regras vigentes, as que tentaram impor e a minha proposta. O segundo texto incidirá na vantagem (ou não) dos empréstimos para os clubes e para os jogadores.

A nossa Liga
Actualmente, a Liga Portuguesa não impõe restrições ao nível de empréstimos. Nem ao nível de duração, nem ao nível de clubes envolvidos, nem de quantidade. Sinceramente, não sei como é esta época, mas até permitia que uma equipa emprestasse jogadores a outra, beneficiando ambas as equipas da sua utilização (Braga e Vizela tinham esse protocolo em que alguns jogadores eram usados na Liga pelo Vizela e nas competições europeias pelo Braga - ex: Nuno Valente contra o Birmingham e o Club Brugge).

Alteração de regras?
Esta época, houve uma tentativa de mudar as regras não permitindo o empréstimo de jogadores por equipas do mesmo campeonato. O interesse desta alteração era acabar com a dúvida sobre a performance e lesões de jogadores aquando do confronto com o clube com o qual tem contrato. Felizmente, a última palavra cabia à FPF que não aprovou esta medida. Na minha opinião, seria um grande erro. Primeiro, o timing da decisão era muito infeliz. Muitos clubes já tinham previsto a inclusão de jogadores emprestados no plantel e era difícil arranjar alternativas dentro do orçamento da equipa (talvez se entrasse em vigor na época seguinte, não fosse tão má ideia). Em segundo lugar, os empréstimos entre equipas do mesmo escalão são uma boa maneira de realizar negócios a baixo custo por parte de todos os clubes (os maiores reduzem custos com a inclusão de jogadores emprestados, os outros recebem jogadores de boa qualidade a custo quase nulo). E ainda há o benefício para os jogadores que têm hipótese de competir no primeiro escalão do futebol português, o que ainda este ano garantiu a Atsu o lugar na primeira equipa do Porto, por exemplo.

27 jogos, 23 como titular, 6 golos e inclusão na primeira equipa na época seguinte ao empréstimo:
Atsu é um bom exemplo do que devem ser os empréstimos na Primeira Liga

As "minhas" regras
Se acho que as restrições a incluir prejudicariam o futebol português, também não sei se a ausência das mesmas é benéfica. Assim, proponho:
: Máximo de jogadores emprestados inscritos por equipa (por exemplo: 4)
: Máximo de jogadores emprestados inscritos por equipa pela mesma equipa (ex: 1)
: Autorização de empréstimo adicional de meia temporada (Agosto-Janeiro/Janeiro-Maio | ex: 1 jogador)

A primeira serve para limitar a dependência de jogadores exteriores ao clube, a segunda para limitar as dúvidas sobre a "verdade desportiva" e a terceira para cobrir situações excepcionais como vendas de última hora ou lesões prolongadas. Obviamente que todas as regras seriam impostas não nesta época, mas na próxima.