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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Espanha: um ou dois pivôs?

Na Liga Espanhola é quase tradição jogar com duplo pivô. Um mais defensivo/posicional, outro mais dinâmico/organizador. Na selecção principal, Del Bosque optava por uma solução alternativa. Duplo pivô, mas com 2 jogadores posicionais: Busquets de passe curto, mais preocupado com equilíbrios e Xabi Alonso de passe longo. O organizador, Xavi, jogava à frente dos 2. No entanto, tanto em alguns jogos de qualificação como no 1º jogo da Taça das Confederações, surgiu uma alteração: pivô único. Neste último jogo foi Busquets.
Por outro lado, a selecção sub-21 iniciou o Euro da categoria com Illarramendi como pivô único, mas a partir do 2º jogo, Lopetegui mudou para 2 pivôs: Koke e Illarramendi.

Sub-21


1 - Primeiro jogo do Euro Sub21; 2a - Resto da competição; 2b - Variação com Isco na direita
(na variação, Thiago e Isco trocavam muitas vezes de posição)

Selecção A

1a - Equipa base do Mundial anterior; 1b - Jogo de qualificação contra a França;
2 - Primeiro jogo da Taça das Confederações

Dinâmica

Naturalmente, o problema não se resolve por análise do desenho táctico (estático). O importante é perceber a dinâmica que os jogadores dão a esse mesmo desenho.
No caso da sub-21, Thiago e Isco jogavam muito subidos e deixavam muito espaço nas costas para Illarramendi defender. A entrada de Koke permite dar liberdade a Illarramendi, mantendo um médio bastante capaz com bola e levando Thiago e Isco para espaços de decisão do jogo sem os retirar da organização.
Na seleção A, Busquets e Xabi Alonso eram demasiado posicionais, principalmente com Xavi que procura muito a bola em zonas recuadas. Na saída de bola tornava-se quase um triplo pivô (obriga a ter muitos jogadores da equipa que ataca atrás da linha da bola, impedindo a progressão). Outro factor importante é que a sobre-ocupação do meio obrigava Iniesta a jogar mais encostado na ala. Sem Xabi Alonso, Iniesta joga mais por dentro e tem mais bola. Também permite ter mais um avançado. Desta vez o escolhido foi Soldado. Cesc ganha liberdade e joga em trocas posicionais com Iniesta entre a ala e a posição de enganche.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Dilema para Vítor Pereira - Quem joga nas alas?

É difícil argumentar que James Rodriguez e Izmailov não são os melhores extremos do Porto. Ainda assim, tenho alguma dificuldade em vê-los juntos em campo jogando os 2 como extremos. E é fácil de explicar o porquê: são ambos jogadores de corredor central. Quando o Porto estiver em organização ofensiva, será muito provável ver os 2 jogadores a procurarem os mesmos espaços e só os laterais a oferecerem largura e profundidade (possivelmente obrigaria 1 interior a sair do centro).
Boa notícia para Vítor Pereira a recuperação de James

Se fosse eu a escolher, jogava com 1 deles (James em condições normais) e ficava com a certeza de que tinha um excelente suplente não só para quem joga, mas para outras posições (Izmailov pode entrar para o lugar de Moutinho/Lucho e James poderá jogar nas costas do PL). Puder contar com um jogador da qualidade de James ou Izmailov fresco aos 60 minutos (altura normal das primeiras substituições) poderá ser um arma tão forte como tê-los desde o início. Na outra ala, Atsu (que hoje até jogou mais interior do que é normal para ele) ou Varela.
Com a boa forma do russo, levanta-se uma questão: quem joga nas alas?




Outros casos

No Barcelona, quando joga Iniesta na ala esquerda, Pedro joga na direita. Pedro é mais vertical e o sistema de jogo catalão também permite laterais com posicionamento mais adiantado.
No Real Madrid, joga Ronaldo na esquerda e com a tendência para procurar o corredor central, é Di Maria que dá largura e profundidade na direita. Neste caso, raramente Di Maria é ajudado pelo lateral e os apoios são interiores, dados por Ozil, Khedira ou o avançado (Higuain/Benzema). Do outro lado é o lateral que dá profundidade ou Ozil quando sai do seu habitat.