Mostrar mensagens com a etiqueta liga dos campeões. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta liga dos campeões. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Final 8 da Champions League: Algumas notas - Parte 3

Conclusões

Atalanta interessante, mas sem grandes alternativas ao onze inicial. Será difícil manter o onze inicial por muito tempo, pois já são jogadores com 28+ anos: Toloi (29), Palomino (30), De Roon (29), Freuler (28), Papu (32), Ilicic (32) e Zapata (29). Não serão vendas de grande valor que permitam repor com jogadores mais jovens. A questão da marcação HxH funciona internamente, mas tem grandes dificuldades com oposição de maior qualidade, que consiga resolver facilmente 1x1.

PSG muito dependente da qualidade individual, sobretudo os 3 da frente: Di Maria, Neymar e Mbappe. Tuchel vem conseguindo juntar alguns jogadores, para equilibrar a equipa, mas ainda é um plantel muito deficiente de alternativas.

Leipzig com boas ideias, mas individualmente ainda não é top europeu. Estão em crescimento contínuo e com toda a estrutura RB certamente vão ser um clube de topo nos próximos anos.

Atlético Madrid com dificuldade a sair do seu modelo de agressividade e reação, para um modelo que controle mais todos os momentos do jogo. Com tempo e contratações certas, Simeone poderá transformar a equipa. Já tem bastante qualidade no plantel para construir algo mais.

Bayern soberbo, com um plantel fantástico. Constrói a partir da primeira linha, com jogadores com passe longo preciso. Depois da bola entrar nos jogadores da frente, partem todos para a baliza. Reação à perda de bola conjunta, com a preocupação em manter uma linha de 4 mais recuada. Vão perder (à partida) Thiago, mas já acrescentaram Nubel e Sane.

Barcelona destruído, sem líder. Mas com muita qualidade individual no plantel, emprestados e na academia. Com necessidade de se reinventar, começando por uma decisão clara sobre o treinador e o seu papel.

Man City estranhamente cauteloso, mas na mesma com as dificuldades em defender longe da baliza. Espera-se melhor época internamente assim como na LC.

Lyon com muitas dificuldades internas a bater-se com o PSG, mas apesar de uma má época, será de esperar que lute pelo 2o lugar no campeonato, relembrando que não haverá competições europeias para o Lyon.

Globalmente foram ganhando equipas com coletivos mais fortes, com ideias/objetivos comuns como o Bayern e o Lyon; a explorar espaços mais que jogar com um esquema tático rígido como o Leipzig e também o Bayern; equipas com jogadores a decidir no 1x1, com bola no pé e na profundidade como o PSG e (mais uma vez...) também o Bayern.


Minha Equipa dos Quartos de Final

Os que cumpriram mais com o princípio de jogar o espaço.



segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Final 8 da Champions League: Algumas notas - Parte 2

Bayern vs Barcelona

Gnabry solto atrás de Lewa com Muller mais encostado na direita. Sempre com muita mobilidade.

Bayern mais equipa em tudo. Soberbos no apoio em todas as tarefas.

Barcelona completamente desfeito. Não há linhas de passe, não há organização defensiva, não há pressão coletiva... Sobra Messi, Alba e De Jong. É notória a falta de um líder que não é Messi, nem Piqué, nem Busquets.

Barcelona de Setien com 1. Ter Stegen; 3. Piqué; 15. Lenglet; 2. Semedo; 18. Alba; 5. Busquets; 21. De Jong; 20. Roberto; 22. Vidal; 10. Messi; 9. Suarez. Bayern de Flick com 1. Neuer; 17. Boateng; 27. Alaba; 32. Kimmich; 19. Davies; 6. Thiago; 18. Goretzka; 22. Gnabry; 25. Muller; 14. Perisic; 9. Lewandowski. Fonte: WhoScored.


City vs Lyon

City a começar em 5-3-2, depois a rodar para 5-2-1-2 com de Bruyne solto entre Rodri-Gundogan e Sterling-Jesus. Lyon em 5-3-2 também, mas com uma ideia bastante diferente. Só o City procurou a bola, mas contrariamente ao habitual com poucos jogadores à frente da linha da bola e com uma enorme dependência de Kevin de Bruyne.

Lyon sempre à espera de lançar o contra-ataque, nomeadamente a profundidade de Depay e Ekambi. Aouar com uma posição interessante, mas muito difícil. Sempre entre a ocupação do meio-campo e o apoio aos 2 da frente.

De estranhar a ausência de Bernardo, Foden e David Silva (entra aos 84 minutos) deste jogo.

City de Guardiola com 31. Ederson; 25. Fernandinho; 50. Garcia; 14. Laporte; 2. Walker. 27. Cancelo; 16. Rodri; 8. Gundogan; 17. de Bruyne; 9. Jesus; 7. Sterling. Lyon de Rudy Garcia com 1. Lopes; 5. Denayer; 6. Marcelo; 20. Marçal; 14. Dubois; 27. Cornet; 25. Caqueret; 39. Guimarães; 8. Aouar; 11. Depay; 21. Ekambi.

domingo, 23 de agosto de 2020

Final 8 da Champions League: Algumas notas - Parte 1

Atalanta vs PSG

3-4-1-2 do Atalanta contra o 4-3-3 do PSG. Atalanta com Pasalic a fazer de Ilicic, mas a ser corpo estranho. PSG sem Verratti, Mbappé, Di Maria e Paredes. Meio-campo com Marquinhos, Gana Gueye e Ander Herrera; na frente Neymar mais solto com Sarabia e Icardi mais abertos.

Atalanta com a habitual marcação Homem a Homem no campo todo. PSG sem movimento encaixou na perfeição na marcação, apenas Neymar criava dificuldades com movimentação e com bola.

Quanto Papu sai, Atalanta praticamente desaparece porque não tem grandes opções para o substituir (principalmente sem Ilicic disponível) e já estava fisicamente muito desgastada. Do outro lado entrou Mbappé a procurar espaços em apoio e sobretudo na profundidade. Aí, a marcação HxH caiu e o jogo tornou-se fácil para o PSG.

Atalanta de Gasperini com 57.Sportiello; 2. Toloi; 3. Caldara; 19. Djimsiti; 33. Hateboer; 8. Gosens; 15. De Roon; 11. Freuler; 10. Papu; 88. Pasalic. 91. Zapata. PSG de Tuchel com 1. Navas; 2. Thiago Silva; 3. Kimpembe; 4. Kehrer; 14. Bernat; 5. Marquinho; 21. Ander Herrera; 27. Gana Gueye; 18. Icardi; 10. Neymar; 19. Sarabia. Fonte: WhoScored




Leipzig vs Atlético de Madrid

Leipzig com muita mobilidade a "saltar" entre 4-4-2 e 3-4-3. Na defesa sobretudo em 4-4-2 com Angelino na esquerda e Klostermann na direita; Sabitzer na direita e Laimer ao lado de Kampl no meio-campo; Poulsen e Dani Olmo na frente. Estranhamente, Sabitzer e Laimer trocavam em ataque organizado. Levou a uma conversa perto do intervalo com o treinador e a partir daí, Sabitzer sempre interior e Laimer na ala. Em ataque, Angelino com a ala esquerda toda, Nkunku juntava-se a Poulsen e Olmo. Atlético sem grandes novidades. Koke na direita, Saul e Herrera no meio, Llorente na frente junto a Diego Costa, também um corpo estranho neste jogo (o Llorente).

Estranho verificar que mesmo com Saul e Herrera para sair a jogar, muitas vezes era Koke a baixar para junto dos centrais para iniciar construção e com Llorente a encostar na direita.

No Leipzig dinâmica de 2 avançados a defender: um em contenção na bola, outro em cobertura/marcação ao "6".

A causar muitas dificuldades ao Leipzig o jogo de costas para a baliza de Diego Costa. Sempre que baixava para receber, Upamecano seguia e libertava espaço para a entrada de um jogador nas costas. Há 2 lances de perigo com Carrasco a aparecer nesse espaço e depois surge o penálti sobre João Félix também no seguimento do mesmo tipo de jogada.


Leipzig de Nagelsmann com 1. Gulacsi; 16. Klostermann; 5. Upamecano; 23. Halstenberg; 27. Laimer; 7. Sabitzer; 44. Kampl; 3. Angeliño; 25. Olmo; 9. Poulsen. Atlético de Simeone com 13. Oblak; 15. Savic; 2. Gimenez; 23. Trippier; 12. Renan Lodi; 6. Koke; 16. Herrera; 8. Saul; 21. Carrasco; 14. Llorente; 19. Diego Costa. Fonte: WhoScored



domingo, 2 de junho de 2019

Final da Liga dos Campeões - Tottenham Org.Of. vs Liverpool Org.Def.

Quero abordar sobretudo a Organização Ofensiva do Tottenham contra a Organização Defensiva do Liverpool, pois muito do jogo foi jogado nesta situação específica.

Em baixo a imagem mostra o posicionamento "normal" neste momento do jogo. Tottenham em azul e Liverpool a vermelho.



Do lado do Tottenham até à primeira substituição: Alderweireld e Vertonghen a centrais, Trippier e Rose nas alas, Winks e Sissoko na primeira linha do meio-campo, Kane junto dos centrais do Liverpool e Eriksen, Alli e Son nas costas de Kane, mas bastante projetados na profundidade (ainda que a jogarem bastante por dentro, principalmente Eriksen que seria o extremo direito).

Do lado do Liverpool: Alexander-Arnold e Robertson nas laterais, Van Dijk e Matip a centrais, Fabinho, Henderson e Wijnaldum no meio-campo e o típico trio de ataque: Salah na direita, Mané na esquerda e Firmino no meio.

Rapidamente é perceptível que a subida do trio de ataque do Liverpool para pressionar os dois centrais liberta os laterais do Tottenham. Principalmente com os laterais do Liverpool a defenderem muito dentro pela presença interior dos extremos do Tottenham. Pelo interior, tornava-se muito difícil o Tottenham evoluir. Os dois médios de apoio estavam controlados por 6 jogadores do meio-campo e ataque e o passe direto dos centrais para os 4 da frente era quase impossível, ainda que tivesse sido tentado várias vezes, principalmente a tentar a bola nas costas da defesa do Liverpool (movimento muito procurado, sobretudo por Son). O passe para os dois médios  de suporte entrou algumas vezes, mas nem Winks nem Sissoko conseguiram dar grande seguimento ao lance, normalmente voltando a bola aos centrais.

Falhou o Tottenham em perceber e aproveitar esta situação de jogo. Fazer algo ao estilo do que fez Paulo Fonseca contra o Man City. Chamar o Liverpool, obrigando a esticar na profundidade; subir os laterais; prender os laterais do Liverpool com os extremos por dentro e depois chegar ao meio-campo adversário através dos laterais. E reparando na imagem acima, facilmente se percebe que aí, o Tottenham iria ter situações em 6x4/5 (dependendo da profundidade de Fabinho).

A partir dos 66 minutos, o Tottenham melhorou bastante. A troca de Lucas Moura por Winks, levou Eriksen para médio centro (melhorando muito a qualidade na saída de bola) e Lucas a jogar no meio procurou mais vezes dar a linha de passe do que os seus colegas.

Sobra dizer que não entendo a lógica de Pochettino. Se procurava a bola nas costas da defesa do Liverpool, para aproveitar a linha alta, deixar Lucas no banco e jogar com Eriksen na frente é muito discutível. E no final, a precisar de criatividade e de um golo, lançar Dier em vez de Lamela, não me pareceu ideal.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Malaga - Parte 2 - Estatísticas

Continuando o olhar sobre a equipa que o Porto irá defrontar na LC, dou uma perspectiva geral das estatísticas mais importantes da equipa e individuais

Equipa

Posse de bola, passe curto, ataque pelas alas e equipa dividida em 2 grupos
são talvez os aspectos mais importantes a destacar da visão estatística
- Ataca em percentagem de igual modo pelas 2 alas mas remata muito mais pela esquerda (Joaquin remata mais quando faz a diagonal direita-esquerda)
- Remata principalmente na grande área. Poucos remates de longe.
- Joga no meio-campo adversário
- Golos maioritariamente em ataque organizado. Poucos em contra-ataque. Alguns de bola parada.
- Passe maioritariamente curto
- Muitas recuperações de bola (intercepções e desarmes).
- 55% de posse de bola (5º valor da liga)
- 80.7% de passes certos (3º melhor da liga)
- remates feitos: 13.9/jogo ; remates concedidos: 11.1/jogo
- 84% de desarmes, intercepções e remates bloqueados pelos 6 jogadores mais recuados (Gamez, Demichelis, Weligton, Monreal, Toulalan e Camacho)
- 66% de remates, passes perigosos e dribles dos 4 da frente (Eliseu, Joaquin, Isco e Saviola)

Individual

Os líderes das estatísticas: Camacho nas acções defensivas e Joaquin nas ofensivas
- Desarmes: Toulalan e Camacho juntos: 7.6/jogo
- Camacho: 10º na liga e Toulalan: 16º
- Intercepções: Camacho (3.4/jogo; 4º na liga) e Weligton (3.3/jogo; 5º na liga)
- Remates: Isco (16º na liga com 2.4/jogo); Toulalan, Saviola e Joaquin com 1.6/jogo
- Passes Perigosos: Joaquin líder da liga com 3.1/jogo
- Dribles: Joaquin 1.5/jogo, 12º na liga; Isco com 1.2/jogo
- Golos: Repartidos: Saviola e Santa Cruz - 5; Joaquin e Isco - 4
- Assistências: Joaquin com 4 (2 no jogo com o Real); Portillo, Eliseu e Buonanotte com 3

Fonte: whoscored

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Malaga - Parte 1 - Visão Geral

Procuro neste texto dar a conhecer um pouco do adversário do Porto na Liga dos Campeões. Será dividido em 2 partes: uma visão geral sobre a equipa e a estrela da equipa e a segunda parte é uma análise estatística da equipa. Seguir-se-á um texto igual referente ao Leverkusen, adversário do Benfica na Liga Europa.

Equipa mais usada na Liga

4-2-3-1: Com trocas posicionais entre o trio que joga atrás do avançado e com um avançado muito móvel como é conhecido dos portugueses. Muitas vezes é Eliseu que joga na direita e Joaquin na esquerda. A situação apresentada permite jogar mais na horizontal. A troca dos alas, faz com que a equipa seja mais vertical e aposte nas diagonais desses jogadores, principalmente de Joaquin. Isco será abordado mais à frente, mas importa referir que é ponto central da equipa em situações ofensivas. Apesar de ser uma equipa que aposta na posse de bola, há uma divisão na equipa entre tarefas ofensivas e defensivas, cabendo aos 4 da frente a maioria das tarefas no processo ofensivo e aos 6 (7 se contar com o GR) as tarefas defensivas. As transições são normalmente asseguradas pelos 2 trincos em ataque-defesa e por Isco em defesa-ataque.

Onze e desenho táctico mais utilizado na Liga Espanhola

Variação na segunda parte do jogo com o Real Madrid

4-4-2: Não é muito diferente da situação inicial, mas Joaquin joga mais próximo do atacante e o meio-campo passa a uma linha de 4 jogadores. Sempre que joga Santa Cruz, existe a necessidade de ter um jogador mais próximo devido à menor mobilidade em relação a Saviola. Ganha ao argentino na capacidade de segurar a bola e na disponibilidade que oferece à equipa de uma out-ball (opção de passe fora das zonas de pressão do adversário). No jogo com o Real Madrid jogaram Portillo (de início) e Iturra, mas em situações normais jogaria Toulalan. Este desenho táctico (e correspondente dinâmica) é usado em situações de vantagem no marcador ou para manutenção do resultado (no caso da Liga pode não ser tão interessante, mas na Liga dos Campeões tem um significado mais importante). No caso, Santa Cruz entrou quando estava 1-0 para o Málaga, mas teve o azar de sofrer o golo no minuto seguinte. Ainda assim, o paraguaio estava num bom dia e marcou os 2 golos que deram a vitória à equipa da casa.

Variação no jogo com o Real Madrid, a ganhar 1-0
Pode ser usado para manter o resultado
(apesar de isso não ter acontecido)

Estrela da Equipa: Isco



Apesar de muitos jogadores do Málaga estarem a jogar bem, é evidente que um se distancia dos demais pelo inegável talento que possui. Esse jogador é Isco. Já foi aqui falado nomeadamente pela sua visão de jogo, capacidade de drible e qualidade de passe. No Málaga, começa como "10", mas joga a toda a largura do campo trocando de posição com os alas. Após a recuperação de bola, o primeiro passe é feito para ele quando a equipa sai em organização ofensiva. Como defeito poder-se-á apontar o facto de arriscar poucas vezes o último passe (pode-se ver até pelas poucas assistências que tem nesta época).
Se na equipa o estatuto é evidente, mais difícil está a situação na selecção. Com Xavi, Iniesta, Thiago, Cesc, Santi Cazorla, Beñat e Borja Valero (entre outros) a discutirem com ele um lugar no meio-campo da La Roja, no futuro recente será difícil ganhar um lugar no onze. No entanto, acredito que a médio-longo prazo pode ser a principal aposta para o lugar de Xavi (apesar de jogar a "10" no Málaga é um jogador capaz de jogar mais recuado).

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Liga dos Campeões: Spartak (2) vs Benfica (1) - Notas

Spartak

Alinhou num 4-2-3-1 com base em transições rápidas (ainda que tenha acabado o jogo com maior percentagem de posse de bola). O excelente trabalho do meio-campo é de destacar. Rafael Carioca, Kallstrom, Jurado, Ananidze e Bilyaletdinov são todos jogadores de elevado nível técnico e também estiveram quase sempre bem na defesa (não tanto tecnicamente, isto é, no desarme, mas a nível táctico). Já tinham feito suar o Barcelona, marcando um grande golo em contra-ataque e contra o Benfica conseguiram a vitória que os deixa à frente do seu opositor desta noite e a 1 ponto do 2º lugar (contando com a vitória do Barcelona frente ao Celtic).

Benfica

Jorge Jesus não desfez o seu habitual 4-4-2 e teve muitos problemas ao nível do controlo de jogo a meio-campo. Usar os mesmos 4 jogadores do meio-campo, mas mais fechados (tipo losango com Enzo a "10" e Salvio e Bruno César como interiores) ou passar para 4-3-3 com Lima aberto na ala e Bruno César como "10" podia trazer alguns benefícios ao Benfica. Tal como já tinha referido em textos anteriores, as ausências de Witsel e Javi notam-se sobretudo nos jogos mais difíceis e este foi claramente um desses casos.
Continuo sem entender o porquê de Jorge Jesus insistir em Rodrigo nas costas de Lima quando ele é claramente melhor como avançado mais solto na frente. Esta posição obriga-o a procurar muito jogo e descer muito no terreno.

Rafael Carioca

Na minha opinião, foi o melhor em campo. Sempre a controlar o ritmo de jogo e a sair com facilidade de situações de pressão. Fez um jogo muito à semelhança do que Busquets faz no Barcelona.
Rafael Carioca (Spartak)

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Liga dos Campeões: Udinese (1) vs Braga (1) - Análise à dinâmica da Udinese

Udinese
3-4-1-2: Brkic (1), Benatia (17), Danilo (5), Domizzi (11), Basta (8), Pinzi (66), Willians (88), Armero (27), Pereyra (37), Fabbrini (31) e Di Natale (10)

Braga
4-2-3-1: Beto (33), Salino (25), Douglão (44), Paulo Vinícius (26), Ismaily (21), Custódio (27), Hugo Viana (45), Alan (30), Mossoró (8), Rúben Amorim (5) e Lima (18)

Desenhos Táticos iniciais e algumas movimentações
3-4-1-2 vs 4-2-3-1
Como se pode perceber na imagem acima, um confronto entre estes 2 desenhos táticos não proporciona um "encaixe" natural entre as 2 equipas. No entanto, podemos observar esse encaixe durante quase todo o jogo devido à dinâmica da equipa da Udinese e dos movimentos dos laterais do Braga. Falo só nos laterais do Braga, pois numa luta entre estes dois desenhos, é natural que haja um sobrecarregamento dos jogadores laterais da equipa que joga numa defesa a 3 (por exemplo: na ala direita da Udinese estão Basta vs Amorim+Ismaily) que é provocado pela subida dos laterais contrários. A imagem seguinte mostra como a dinâmica da Udinese "resolveu" o assunto.
Braga em fase atacante e resposta dinâmica da Udinese
(as setas azuis indicam as referências individuais de cada jogador - os confrontos)

Assim, podemos ver que no caso de Salino e Ismaily terem dado largura aquando da fase atacante em vez de jogarem mais interiores, teriam obrigado Pinzi e Willians a saírem mais das suas posições e abriam espaços maiores entre a linha de 5 defesas e a linha de 4 médios, que podia ter sido aproveitada por Mossoró ou algum jogador que entrasse de uma posição mais recuada (possivelmente Hugo Viana).

Na perspectiva contrária, e porque a Udinese praticamente só atacou em contra-ataque, vemos que mal Basta e/ou Armero passem por Amorim e/ou Alan, respetivamente, podem criar uma situação de perigo. Se do lado esquerdo do ataque do Braga não houve grandes problemas (porque Amorim não é um extremo típico, Basta não fez um grande jogo e também porque Pinzi não saía tanto para o contra-ataque como Willians, libertando Ismaily para a marcação a Basta), já do outro lado, Armero criou imensos problemas, estando inclusive nos 2 lances de maior perigo da equipa italiana: o golo e o lance em que surge isolado, mas remata no chão. Isto ilustra que, o que teoricamente seria uma vantagem para o Braga, tornou-se uma vantagem para a Udinese.

Udinese em contra-ataque: Willians (88) arrasta Salino (25) e Armero (27) fica com a ala livre

sábado, 19 de maio de 2012

Quanto custa ganhar a Liga dos Campeões?

Já que fiz o outro texto sobre a Liga Inglesa e o título do Man City, acho que também é apropriado fazer o mesmo para a vitória do Chelsea na Liga dos Campeões. Mais uma vez, peço que não seja feita uma leitura literal do título.

O Onze mais utilizado do Chelsea (leia-se com os jogadores mais utilizados) nesta época foi composto por: Cech, Bosingwa, Cole, Ivanovic, Terry, Mikel, Ramires, Lampard, Sturridge, Mata e Torres. Teve um custo total de 205M€.

A "segunda" equipa é composta por: Hilário, P. Ferreira, Bertrand, Cahill, D. Luiz, Oriol Romeu, Meireles, Essien, Kalou, Malouda e Drogba. Custou 175M€.

Somando as 2 parcelas, temos 380M€. Menos 20M€ que o City gastou a construir o plantel que ganhou a Liga Inglesa. Ao alcance de poucos...

Mourinho não conseguiu e AVB ficou a meio do caminho,
mas Abramovich conseguiu tornar o seu sonho realidade

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Revisão das projeções para os quartos da LC e Benfica vs Braga

Quartos de Final da LC
Sucesso: 4 em 4. Era uma previsão relativamente fácil de fazer, em que o jogo que proporcionava mais dúvidas era o Chelsea vs Benfica. O conjunto de lesões (principalmente na defesa - e apesar de Javi e Emerson terem feito uma exibição razoável, os erros que cometeram levaram aos 2 golos do Chelsea na 2ª mão) e alguns erros deram a vitória à equipa inglesa que se limitou a aproveitar esses erros, nunca tendo dominado a eliminatória. Real Madrid e Bayern ganharam facilmente a APOEL e Marselha, respectivamente e o Barcelona eliminou o AC Milan numa eliminatória em que não foi tão forte como já mostrou em outros jogos, mas que chegou para vencer a equipa de Ibrahimovic.


Benfica vs Braga
Falhei no onze inicial do Benfica ao esperar que Nolito fosse escolhido para titular. Em sua vez jogou Bruno César (que apresentei como alternativa para uma das alas).
No caso das situações a ter em conta, Custódio foi efectivamente dos jogadores com mais toques na bola da equipa do Braga (2º com 51), mais tempo de posse de bola (2º com 53 segundos) e com mais percentagem de passes certos (2º com 72%). Ainda assim, Jorge Jesus tentou contrariar isto fazendo Rodrigo jogar mais atrás. O maior erro foi na posse de bola por parte dos jogadores do Benfica. O Braga desceu muito as linhas e Mossoró e Lima acabavam por jogar em linha horizontal, mas próximos de Javi Garcia e não dos centrais. Isto poderia dar mais oportunidades para os centrais do Benfica terem a bola, mas o que aconteceu foi que o jogo vertiginoso da equipa da casa impôs que a bola chegasse rapidamente aos jogadores mais avançados, principalmente a Gaitán, que foi com longa distância o jogador em campo que teve mais tempo de posse de bola (2 minutos e 7 segundos) e o jogador com mais bolas jogadas (87).
Resumindo, acertei quase completamente nos onzes iniciais, mas falhei nas dinâmicas das equipas, principalmente do Benfica.

Os dados estatísticos são os que constam do MatchCenter da Liga.
http://www.lpfp.pt/liga_zon_sagres/pages/MatchCenter.aspx

sexta-feira, 16 de março de 2012

Liga dos Campeões: Antevisão dos quartos-de-final

Benfica vs Chelsea - É difícil prever o que pode fazer este Chelsea com Di Matteo no comando, mas tudo indica que pode ser um confronto renhido. Benfica tem o jogo contra o Braga a meio da eliminatória. Chelsea joga antes da eliminatória contra o Tottenham e a meio contra o Aston Villa. Os jogos da Liga podem ter muita influência no desfecho. Aposto no Chelsea, mas o Benfica tem muitas hipóteses de passar.

Milan vs Barcelona - Quem tem Ibrahimovic arrisca-se a ganhar qualquer jogo, mas o conjunto catalão já faz parte do grupo de equipas que ficam na História. Milan joga contra Roma antes, contra o Catania (que está a fazer um bom campeonato) entre jogos e contra a Fiorentina depois. Não são jogos fáceis e a diferença pontual não é assim tão elevada (4 pontos para a Juventus). Barcelona mede forças com Bilbao entre os 2 jogos, mas as diferenças pontuais para o Real e para o Valencia pode não influenciar muito as escolhas de Guardiola. Aposto no Barcelona, mas (apesar de pouco provável) Ibrahimovic pode "trair" a antiga equipa.

Marselha vs Bayern - Parece tombar claramente para o lado do Bayern. Com o campeonato a pender para o lado do Dortmund, o Bayern pode apostar tudo na Champions. A antiga equipa de Lucho Gonzalez está a passar por um mau momento e conseguiu chegar a esta fase porque apanhou um Inter na mesma situação. Aposto no Bayern.

APOEL vs Real Madrid - Com uma boa vantagem na Liga e jogos não muito difíceis na vizinhança da eliminatória, o Real tem tudo para vencer facilmente esta eliminatória. Este confronto não deve ficar na história da LC como um dos mais disputados... Aposto, sem dúvida, no Real Madrid.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Liga dos Campeões: Cska Moscovo (1) vs Real Madrid (1)

Desenhos Táticos
Ambas as equipas optaram por um 4-2-3-1 como base. O Real Madrid mantinha esse desenho quando defendia, mas o CSKA teve uma opção diferente: pressionava alto para impedir as transições rápidas do Real, mas quando a transição era lenta (ataque organizado) fazia 2 linhas de 4, passando a um 4-4-1-1.

Desenhos táticos iniciais e algumas movimentações

Espaço
Como se pode perceber pelo esquema acima, no meio-campo ofensivo de ambas as equipas a zona central é composta por situações de 1x2. Isto retirou muito espaço aos "10" de ambas as equipas e deu espaço aos médios mais defensivos. Assim, no caso do CSKA, parte dos desequilíbrios ao longo do jogo foram criados pelos alas e por bolas nas costas da defesa. No Real Madrid, Khedira e Xabi Alonso saíam a jogar ou tentavam passes longos (Sérgio Ramos também aproveitou algum espaço para fazer passes longos). Ambas as equipas tinham laterais esquerdos bastante ofensivos e na primeira parte, tanto Shchennikov como Coentrão passaram muito tempo no ataque. O uso de 2 centrais e 2 médios defensivos também tirou espaço às diagonais dos extremos, principalmente de Cristiano Ronaldo.

Movimentações de Doumbia
Além das subidas dos laterais (principalmente do lado esquerdo) e da típica diagonal de Cristiano Ronaldo, um dos jogadores que mais saiu da sua "posição inicial" foi Doumbia. Como o CSKA apostava em transições rápidas, era muito importante que o seu avançado procurasse os espaços nas costas dos defesas. Tanto Pepe como Sérgio Ramos sofreram muito apesar de serem fortes neste tipo de jogadas. Gostava de ver o "heat map" do costa-marfinense. Tenho quase a certeza que é uma mancha que se prolonga por toda a frente de ataque.

Ronaldo na direita
Pouco antes de marcar o golo, Ronaldo trocou com Callejon. Não é muito habitual jogar na direita e duvido que tenha sido uma tentativa de desequilibrar o CSKA. Se tivesse que apostar, diria que foi uma tentativa de evitar as subidas de Shchennikov que Callejon não conseguia controlar. O lateral russo ficou mais receoso de subir no terreno e Tosic ficou sozinho na ala. Ao longo do jogo, esta situação foi repetida momentaneamente.

Substituições
As trocas de jogadores não alteraram muito os desenhos táticos das equipas (com excepção da troca de Albiol por Ozil). Higuain substituiu o lesionado Benzema. Oliseh trouxe frescura à ala direita, por troca com Musa. Honda e Kaká por Aldonin e Callejon deram mais qualidade em posse às suas equipas, mas não tiveram grande influência no jogo. Irónico que Albiol tenha entrado para dar mais "força" no jogo aéreo e é numa situação dessas que o Real sofre golo. A outra substituição foi a entrada de Necid por Tosic, com Doumbia a jogar mais encostado à ala esquerda.

Outros destaques:
Wernbloom
Segundo o whoscored.com, teve 6 bolas divididas ("tackles") e 10 interceções. Foi muito por culpa dele que o Real não conseguiu ser mais perigoso no ataque. Além do bom jogo defensivo, foi o marcador do golo do empate.

Coentrão
Enquanto esteve envolvido no ataque, esteve bem. Em situações defensivas, deixou muito a desejar. Foi o jogador que mais faltas cometeu e a facilidade com que entra em carrinho permitiu que Oliseh criasse muito perigo.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Liga dos Campeões: Zenit (3) vs Benfica (2) - Notas

Relvado
O título devia ser terreno de jogo, porque relvado havia pouco... Faz-me alguma confusão que a UEFA e a FIFA tenham tantas exigências e deixem um jogo dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões ser jogado com temperaturas negativas e numa espécie de "batatal".

2º golo do Zenit
Cá, fala-se em nota artística, mas este golo não foi bem artístico, foi mais circense. Pareceu quase sem querer, mas "o futebol é isto"...

Roman Shirokov
Nota-se que a carreira ficou claramente aquém do talento. A capacidade de aparecer em zonas de finalização é notável para o médio que fez toda a carreira na Rússia e grande parte em equipas de pouco relevo ou com pouco sucesso (leia-se poucos jogos).

Resultado e 2ª Mão
O resultado podia ser melhor, mas deixa tudo em aberto. A diferença de 1 golo e os 2 golos fora são bons motivos para o Benfica  estar confiante na passagem à próxima fase, mas a equipa de São Petersburgo tem do seu lado a vitória neste jogo e a perspectiva de um jogo à sua medida (com a outra equipa balanceada para o ataque, haverá mais espaços para os perigosos contra-ataques). De notar ainda, que a partida da 2ª mão vai ser jogada num relvado.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Sorteio das competições europeias - Notas

LC: Benfica vs Zenit
Jogo interessante. Benfica gosta de jogar em ataque rápido e acaba por ficar descompensado na defesa, mas sabe defender com poucos jogadores. Zenit é muito perigoso nos contra-ataques. Tenho ideia que apanha o Zenit em "pré-época" para a segunda parte da época (esta é uma época de transição entre o calendário antigo e o novo, que é semelhante ao praticado na Europa). Se mantiverem a equipa, Danny, Kerzhakov e Faizulin são as grandes armas, compondo o trio de ataque.

LE: Porto vs Man City
Tarefa muito difícil para o Porto. Numa época que não está a correr muito bem (apesar do 1º lugar no campeonato), é um duro golpe nas aspirações do clube em vencer novamente a competição. Uma equipa que se pode dar ao luxo de deixar no banco Adam Johnson, Carlos Tevez e Samir Nasri (entre outros) é assustadora!

LE: Sporting vs Legia
Equipa acessível para o Sporting. Perderam os 2 jogos contra o adversário mais forte do grupo (PSV por 1-0 fora e 3-0 em casa). Não tem grandes estrelas, mas o conjunto leonino deve ter cuidado com Radovic que segundo o site da UEFA tem 4 golos em 6 jogos (segundo o transfermarkt tem 6 em 6... possivelmente o erro está em contarem os golos do play-off e não contarem os jogos; ficaria 6 em 8) e o trinco Ariel Borysiuk (destacado no site A Outra Visão).

LE: Braga vs Besiktas
Jogo difícil para o Braga. Besiktas tem um bom treinador (apesar de pouco apreciado em Portugal) e um bom conjunto. Será uma boa oportunidade para rever Manuel Fernandes, Simão, Quaresma (já deve estar recuperado da lesão) e Hugo Almeida em relvados portugueses. Chamo a atenção para Pektemek que tem vindo a ganhar importância na equipa turca (só fez 4 minutos na Liga Europa, mas já é aposta regular no campeonato).

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Liga dos Campeões: Basileia (0) vs Benfica (2) - Notas

Rodrigo e Shaqiri
Não enganam. São craques e certamente que o futuro de ambos passará por ligas mais competitivas e equipas com mais ambições.

Bruno César
Parecia não ter pedalada para esta equipa, mas está a lutar pela titularidade com Nolito e Gaitán. Nolito não parece agradar muito a Jorge Jesus e Gaitán é um pouco inconstante e isso tem ajudado imenso o brasileiro. Independentemente dos titulares, há uma certeza: qualidade existe (e Enzo Pérez tem estado lesionado!).

Steinhöfer
Esteve muito bem a atacar juntamente com Shaqiri. A defender teve alguns problemas com ambos os alas, as subidas de Emerson e Rodrigo, que por vezes procura espaço nas alas.

Xhaka e Fabian Frei
Xhaka é o organizador de jogo do Basel e esteve bem. Muita certeza no passe (segundo o whoscored, fez 58 passes e acertou 53) e muito bem no posicionamento, procurando muito o jogo.
Comparando à equipa do Benfica que foi campeã, se Shaqiri é Di Maria, Fabian Frei é Ramires. Shaqiri preocupa-se mais com a fase atacante, Frei com as transições e a defesa. Possivelmente, quando Stocker estiver em condições, Frei jogará no centro do terreno, mas esta também é uma opção interessante que potencia outras qualidades do seu jogo.
Tanto Frei como Xhaka saíram, na minha opinião, erradamente (ainda por cima, Cabral e Zoua não acrescentaram nada à equipa).

Artur Moraes
A cada jogo que passa menos se percebe como passou ao lado de tantos olheiros e departamentos de prospecção. Fantástico jogador que o Braga recuperou e que brilha na baliza benfiquista.